Phi na prática: avaliação de projetos sociais

Phi na prática: avaliação de projetos sociais

outubro 4, 2017 By instituto-phi
Hoje publicamos mais um texto da série “Phi na prática”! Depois de termos falado, na última semana, sobre contabilidade, hoje o tema é avaliação de projetos. Achamos super importante escrever sobre esse assunto tanto para que as instituições entendam como são avaliadas quanto para que investidores sociais entendam como trabalhamos.   O acompanhamento e monitoramento dos projetos apoiados é um dos diferenciais do nosso trabalho. Criamos a nossa metodologia de acompanhamento própria a partir de estudos e reflexões. Existem muitas teorias e metodologias para avaliar projetos sociais, além de cursos online gratuitos sobre o tema*. Para criar uma metodologia própria, o ideal é pesquisar e se manter atualizado sobre o tema para achar o método que se encaixe melhor com o perfil do projeto.   No Instituto Phi, nossa primeira avaliação é feita pelo Sistema Phi de Gerenciamento, que avalia as organizações com base em um questionário respondido pelo próprio projeto. A partir das respostas o sistema confere um grau de risco para cada organização, considerando quatro pilares: solidez, gestão, impacto social e transparência. Isso garante que as doações sejam feitas de forma mais transparente possível, mostrando aos investidores os pontos fortes e fracos do projeto escolhido.   É imprescindível que no início do projeto sejam estabelecidas metas e objetivos claros e ambiciosos. No Phi, cada vez que fechamos uma parceria, fazemos um contrato entre as três partes e as organizações preenchem um documento, anexo a esse contrato, contendo todas as informações relevantes sobre o projeto que será apoiado.
Phi na prática: contabilidade

Phi na prática: contabilidade

setembro 27, 2017 By instituto-phi

A contabilidade pode parecer um assunto complicado, mas uma vez que está inserida no dia-a-dia torna-se fácil. Essa é uma ferramenta de transparência indispensável, tanto para conhecimento interno do que acontece na instituição, quanto para que pessoas de fora possam confiar no trabalho.

Existem regras e padrões internacionais para fazer a contabilidade, seja de empresas, governo ou projetos sociais. É necessário adotar essa linguagem universal para que pessoas de diferentes lugares possam entender a prestação de contas.

Além desse padrão, existem práticas que podem estar inseridas na rotina para facilitar os processos contábeis mais burocráticos. E são essas práticas que compartilhamos aqui.*

Em primeiro lugar, funciona muito ter contas bancárias separadas para gastos administrativos e de projetos. É um jeito prático de ter melhor controle das entradas e saídas dos recursos e assim o controle contábil também é facilitado.
 
Fazemos o fechamento de registros das entradas e saídas dos recursos do mês até o 5º dia útil, ou dia 05 do mês seguinte (se tiver pouco movimento). Ter uma data fixa mensal para checar todos os registros cria em toda a equipe o hábito de organizar a contabilidade, no mínimo, mensalmente, sem acumular trabalho e facilitando tarefas – tais como lembrar o que significa cada um dos recibos do mês.

Para dúvidas do do dia-a-dia, que fatalmente surgem, buscamos orientação com um escritório de contabilidade/contador de confiança.

Phi na prática: orçamento anual

Phi na prática: orçamento anual

setembro 20, 2017 By instituto-phi
Números, planilhas, controles e orçamento: palavras que fazem parte do nosso dia-a-dia! Irmão siamês do planejamento de atividades, o orçamento anual é uma forma de prever e controlar todos os gastos que acontecerão na organização no ano seguinte. E esse é o tema de hoje no 2º post da série “Phi na prática”.
Cada organização planeja o orçamento de uma forma diferente, dentro das suas possibilidades e necessidades. Já o seu acompanhamento ao longo do ano de execução é um parâmetro para que o gasto não fuja do planejado. 
O planejamento ideal que seguimos no Phi é o seguinte:
  • Iniciamos o planejamento do orçamento em setembro/outubro para ter tempo de revisar com a equipe, fazer ajustes de acordo com as nossas prioridades e validar tudo até o ano terminar;
  • Para elaborar o orçamento, fazemos todo o planejamento do ano seguinte: as atividades que queremos realizar, os eventos e cursos que pretendemos participar, o aumento de salários e de pessoas.

Para acompanhar o orçamento ao longo do ano:
  • Acompanhamos os gastos mensalmente através de planilhas;
  • Comparamos o realizado do mês com o orçado planejado e a porcentagem de desvio;
  • Geralmente, analisamos os desvios de mais ou menos 5% com um pouco mais de cuidado para entender se houve falha no orçamento ou se o gasto somente foi postergado.

Já para gastar com mais eficiência e reduzir os gastos previstos,
Phi na prática: comunicação nas redes sociais

Phi na prática: comunicação nas redes sociais

setembro 6, 2017 By instituto-phi
Hoje começamos a série “Phi na prática”. Semanalmente vamos postar sobre algum processo do Phi – como administramos as redes sociais ou elaboramos o orçamento anual, por exemplo. A ideia aqui é compartilhar um pouco do que fazemos internamente, estimulando uma troca de práticas entre os projetos, que acreditamos ser ótima para o setor 🙂   Vamos ao tema do dia: comunicação nas redes sociais.   O Facebook e o Instagram são ferramentas muito importantes para tornar uma iniciativa conhecida e, no limite, captar recursos. Por serem gratuitos, ambos canais permitem, sem custos, que você esteja em contato permanente com o público.Ainda que elas não substituam formas presenciais de relacionamento, permitem uma escala insubstituível.   Engana-se, porém, quem pensa que basta colocar no ar uma página do Facebook ou do Instagram. O mais importante é que elas sejam bem exploradas, de forma a atrair atenção e interesse do público. Mas como explorar esses canais?   Esta foi uma pergunta que também nos fizemos – e nos fazemos! – inúmeras vezes. Parte das respostas às quais chegamos foi observando o que outras organizações já fazem. Segue um pouco do que adotamos:   No Facebook postamos uma vez por dia (no mááááximo duas)! Os usuários não gostam de ter uma única página lotando seu feed com várias postagens, por isso evitamos colocar mais de dois conteúdos diários. Por outro lado, ficar um longo tempo sem nenhuma novidade poderia passar a impressão de que a página está abandonada. 
Refugiado e ex-Malhação, o cantor congolês Musipere grava música falando da paz

Refugiado e ex-Malhação, o cantor congolês Musipere grava música falando da paz

agosto 23, 2017 By instituto-phi

Notícia publicada originalmente no Blog do Atados no dia 22 junho 2017:

“Texto escrito pela jornalista Cristina Cople e fotos do fotógrafo Fernando Tribino, voluntários do projeto Comunicadores do Atados Rio.

O cantor Musipere ficou conhecido no Brasil depois de atuar na novela Malhação ao lado de Isabela Garcia e Tuca Andrada na temporada de 2013. Na ficção, ele também era um refugiado, papel que ele conhece bem. Musipere deixou o Congo depois de ver sua casa e família despedaçadas. Ele chegou ao Brasil como bolsista de um curso de economia, mas precisou trabalhar muito para se sustentar. “Foi muito difícil aprender a língua. Não tinha como voltar para o Congo e tinha que me virar. Fiz curso de modelo e consegui fazer um comercial. Depois, eu me dediquei à atuação em Curitiba. Primeiro fiz um filme com o diretor Alexandre Moretson e, em 2013, tive a chance de fazer teste para a novela Malhação”. Para se familiarizar com o idioma, Musipere decorou as canções do rei Roberto Carlos. “Além de as músicas serem lindas, ele canta um português de fácil compreensão”, conta.

                         A Cristina conversando com o Musipiere. Foto do fotógrafo Fernando Tribino.

Depois de aparecer na TV, a carreira como músico também ganhou impulso. “Desde criança eu queria muito ser músico. Eu cantava e dançava com os amigos. Em Curitiba,

As mudanças começam em cada indivíduo

As mudanças começam em cada indivíduo

agosto 16, 2017 By instituto-phi

Artigo de Luiza Serpa, Diretora do Instituto Phi, publicado no jornal O Globo, em 2016:

 

“Sempre associamos avanços e melhorias sociais às ações governamentais. Sim, de fato elas fazem parte das obrigações do Poder Público, deveriam ser seu objetivo primordial. Mas não tenho a menor dúvida de que as mudanças só acontecerão quando partirem também do indivíduo. Não podemos nos distanciar das responsabilidades que temos na vida em sociedade, não podemos perder de vista que somos agentes de transformação.

 

Diante do peso que cada cidadão tem na construção da sociedade, fica claro que a filantropia exerce um papel fundamental no nosso cotidiano. O amor à humanidade é o intuito de quem a pratica. Uma sociedade filantrópica mostra o quanto está envolvida na redução de desigualdades, sofrimentos e na promoção permanente da inclusão. A sociedade que vivencia a empatia forma um coletivo melhor, mais forte e coeso.

 

A filantropia cumpre bem o papel de atenuar desigualdades, uma vez que transfere renda de ricos para pobres, disseminando os benefícios da posse de bens materiais. Quando uma pessoa doa, fica mais sensível às questões sociais. Esse fortalecimento de laços gera uma sociedade na qual a sensação de pertencimento facilita a busca do bem comum.

 

A ação social não deve ser vista como uma obrigação ou o pagamento de uma dívida do cidadão com o meio em que vive,

Instituto Phi é eleito uma das 100 melhores ONGs do Brasil pela revista Época!

Instituto Phi é eleito uma das 100 melhores ONGs do Brasil pela revista Época!

agosto 10, 2017 By instituto-phi

Em março de 2014 fundamos o Instituto Phi. Éramos apenas 3 pessoas. Numa segunda-feira pós-carnaval, publicamos no Facebook um post de poucas linhas que versava sobre problemas sociais e terminava afirmando que “É para mudar (um pouco) essa (complexa) situação que o Instituto Phi – Philantropia Inteligente começa a funcionar”.

 

Tínhamos 19 meses para saber se o empreendimento vingaria. As promessas de doação nos davam esse tempo, e nada mais. Em dezembro de 2015, se nada tivesse engrenado, nos restaria buscar novas oportunidades – e o Phi não seria mais que uma memória.

 

O desafio era grande. Não bastando o desafio que é empreender no Brasil E na área social, ainda lançávamos um conceito praticamente novo: a ideia era ser o meio, não o final. Uma ponte entre quem doa e quem executa o projeto.  

 

Nas primeiras semanas não sabíamos se estávamos dando certo ou não. Algumas premissas nas quais acreditávamos falharam. Empresas que sinalizavam que queriam doar deixaram o assunto para depois – um depois ao qual poderíamos nem chegar.

 

Em 2014 e 2015 mantivemos praticamente o mesmo tamanho. Movimentamos R$ 1,5 milhão em 2014 e R$ 1,5 milhão em 2015. Nada de estouro, sucesso repentino, mídia ou holofotes. Mas sabe de uma coisa? Pra gente esses dois primeiros anos não incomodaram em nada. Pelo contrário. Já éramos felizes no dia-a-dia.

O apoio na hora certa

O apoio na hora certa

julho 28, 2017 By marcos-pinheiro

A trajetória de Wanderson Lima na área social começou ainda no Ensino Médio, quando fez um curso de cuidador de idosos e de pessoas com necessidades especiais. Na época, ele aprendeu noções básicas de Libras e, em 2003, passou a frequentar a Pastoral de Surdos, da Igreja de Bom Jesus, na Penha, subúrbio do Rio de Janeiro. De lá para cá, a vida de Wanderson se voltou totalmente a ajudar outras pessoas. Há oito anos, administra a Casa de Apoio à Criança com Câncer São Vicente de Paulo, em Irajá.

 

Wanderson Lima, por ele mesmo

“Meu encontro com a Casa de Apoio aconteceu por acaso. Estava passando em frente e resolvi entrar para conhecer o trabalho. O projeto me conquistou de cara. Fui recebido já na entrada por um menino chamado Douglas, de apenas 4 anos, que tinha retinoblastoma, um tumor maligno na retina. A partir desse encontro, minha vida mudou. Passei a ser voluntário da instituição, fazendo recreação e levando as crianças em passeios.

Depois de concluir a faculdade de administração, tive que escolher entre seguir minha preparação no Seminário Diocesano Paulo VI ou ficar na Casa de Apoio. Minha ligação com a casa falou mais alto e, em 2009, deixei o seminário. Em pouco tempo, passei a trabalhar como administrador da organização. Hoje, com muita dedicação e carinho, atendemos a 120 crianças com doenças graves, que fazem tratamento no Rio e precisam suprir suas necessidades básicas,

Zeca Novais e o projeto Lona na Lua

Zeca Novais e o projeto Lona na Lua

julho 21, 2017 By instituto-phi

Em 2007, Zeca Novais participou de um concurso no programa “Caldeirão do Huck”, que garantiria aos vencedores um papel na novela Malhação. O jovem de Rio Bonito, cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro, não foi um dos escolhidos. Mas sua trajetória no programa não tinha terminado. Em 2015, voltou para receber do bengali Muhammad Yunus, prêmio Nobel da Paz, conselhos de como gerir o projeto social que fundara anos antes. O Lona na Lua já atendeu mais de mil crianças com oficinas de arte e é hoje um dos principais aparelhos culturais da cidade. Mas chegar ai a partir do zero, segundo o próprio Zeca, não foi nada fácil.

 

Zeca Novais, por ele mesmo

 

Sou graduado em teimosia, com pós em resistência e doutorado em cara de pau.
A estrada me ensinou.

O Lona na Lua nasce de uma sequência infinita de fracassos. E é por isso que ele existe. Para dar voz aos fracassados.

Quando adolescente eu só queria poder trabalhar e sobreviver como ator. Nada dava certo.

Após inúmeras frustrações, entendi que minha história seria outra: criar um movimento para que crianças e adolescentes com o sonho de fazer arte não passassem pelos mesmos perrengues que eu havia passado.

E não fiz isso porque eu sou “bonzinho” ou porque sou “legal”.

Júlia Rangel, do projeto Rede Postinho de Saúde

Júlia Rangel, do projeto Rede Postinho de Saúde

julho 12, 2017 By instituto-phi

Prestes a concluir a faculdade de psicologia, Júlia Rangel fazia estágio no projeto social Olha para Mim.  Era uma das mais empolgadas com o programa, voltado à assistência de pessoas em situação de risco nas ruas. Quando recebeu a notícia de que, por falta de recursos, o projeto teria que encerrar suas atividades, tomou a decisão de continuar atuando por conta própria. Subiu o Morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro, e se ofereceu para, uma vez por semana, prestar atendimento gratuito a moradores.

 

Foi com apelos nas redes sociais que Júlia conseguiu envolver outros profissionais da área de saúde com a iniciativa. Em 2010, já com maior número de voluntários, criou a Rede Postinho de Saúde. A ONG ganhou tanta força que tem gente de São Paulo enfrentando a ponte aérea para ajudar. Confiante, ela acredita que, se cada um fizer a sua parte, tudo fica mais fácil para todo mundo.

 

Júlia Rangel, por ela mesma

Se cada um der a sua colaboração, mesmo que pequena, o pouco vira muito. Eu não vou mudar o mundo, mas posso fazer com que as pessoas vivam com mais dignidade. Desde criança, presto muito atenção à minha volta, às injustiças e à desigualdade social. Sempre gostei de conhecer, conversar, participar e ajudar os outros. Essa minha capacidade de observação e interação me fez buscar soluções, tentar mudar o estado das coisas.