Rio Voluntário, a semente do voluntariado carioca, pela fundadora Heloísa Coelho

Rio Voluntário, a semente do voluntariado carioca, pela fundadora Heloísa Coelho

dezembro 5, 2017 By instituto-phi

Texto da jornalista Cristina Cople e fotos de Fernando Tribino, voluntários do projeto Comunicadores do Atados Rio. Texto publicado originalmente no blog do Atados

 

Por que as pessoas se lembram tão pouco das pessoas que trabalham pelo social como Herbert de Souza, o Betinho?

A pergunta é da professora e empreendedora social Heloísa Coelho, fundadora do Rio Voluntário, ao relembrar o sociólogo. A própria Heloísa passeia incógnita pelas ruas do Leblon, bairro onde mora no Rio de Janeiro, mas tem uma biografia de deixar qualquer um de queixo caído.

 

O Rio Voluntário pavimentou o caminho que permitiu o crescimento do voluntariado no país e em junho completaria 20 anos de atuação. Atualmente, o Atados assumiu a responsabilidade de levar adiante seus projetos mais importantes: capacitar e fazer a ponte entre instituições e voluntários, incorporando o cadastro do Rio Voluntário. Mas até hoje Heloísa mantém o registro da marca que uniu empresas, voluntários e o poder público.

Depois da década perdida

Os anos 1980 são tratados pela economia e sociologia como a “década perdida”. Além da inflação e da corrupção, milhões de pessoas passavam fome, mas pouca gente sabia disso. No início da década de 1990 Betinhocolocou a boca no trombone e chocou a sociedade ao tornar públicos dados alarmantes: 32 milhões de pessoas passavam fome no Brasil,

Gestão de organizações sociais: o importante equilíbrio entre o amor à causa e a razão

Gestão de organizações sociais: o importante equilíbrio entre o amor à causa e a razão

dezembro 1, 2017 By instituto-phi

Texto publicado no blog nossacausa.com Por Verônica Stasiak Bednarczuk.

 

Quantas vezes você já ouviu (ou disse) a frase “eu faria qualquer coisa pelo meu filho”? Suponho que muitas vezes. E quantas pessoas fazem de tudo pelo seu filho, mas também fazem muito por tantos outros filhos que passam pela mesma condição que o seu?

 

Ao longo destes últimos sete anos atuando voluntariamente no setor social, tive o imenso prazer de conhecer pessoas que não se contentam apenas com a solução do seu problema, querem também colaborar com o abrandar da dor de quem está ao lado. Desta vontade nascem também organizações sociais incríveis e aqui utilizarei uma frase de Thomas Jefferson para explicar esse movimento: “quem melhor do que aquele que sentiu em carne própria uma ferida, pode suavemente curar a mesma ferida no outro”.

 

Para corroborar com Jefferson eu poderia citar centenas de pessoas que, a partir da sua dor, transformaram o mundo ao seu redor. Vou me restringir a três exemplos que tive a honra de conhecer em Curitiba:

 

Inicio com Alexandre Amorim, fundador da ASID Brasil que pensou em quantas escolas precisavam ser capacitadas para poderem receber de maneira adequada mais pessoas com deficiência que, assim como sua irmã, precisavam de uma vaga na escola. Hoje a ASID é referência no país na capacitação e no fortalecimento de instituições especializadas em pessoas com deficiência.

Venture Philantropy, o que é isso?

Venture Philantropy, o que é isso?

novembro 23, 2017 By instituto-phi

Texto escrito por Luiza Serpa, Diretora Executiva do Instituto Phi.

 

Há duas semanas estive em Oslo, capital da Noruega, a convite da Fundação BMW, para participar da conferência anual da European Venture Philantropy Association (EVPA). Fui chamada para participar desse encontro sobre Venture Philantropy (VP) porque faço parte da rede de  Responsible Leaders da Fundação no Brasil.

 

Ok, ok, muitos termos em inglês numa só frase, né? Responsible Leader é uma liderança responsável que quer transformar o mundo em um lugar melhor. Essa rede conta com mais de 3 mil pessoas. Já Venture Philantropy (VP) é uma forma de gerar impacto social combinando a alma da filantropia com o espírito dos investimentos. Em outras palavras, trabalhar com capital paciente, longo prazo e… coração 🙂

 

Olha um esquema explicando como seria:

Minha experiência no EVPA

No primeiro dia do evento participei de um café da manhã no qual pessoas de diversos países europeus contaram suas experiências com VP. Conversei com gente da Letônia, Rússia e Albânia, três das quarenta e oito nacionalidades presentes. Vi casos de pequenos fundos criados e como isso tem ajudado a alcançar impacto.

 

Um parênteses para falar dessa palavra. Impacto foi o que mais ouvi naquela manhã.

6 dicas para a sua ONG bombar nas redes sociais

6 dicas para a sua ONG bombar nas redes sociais

novembro 10, 2017 By instituto-phi

Conteúdo postado originalmente pelo site www.nossacausa.com

 

Não é novidade para ninguém que a comunicação pelas redes sociais é a mais assertiva nos dias de hoje. Atualmente, todos que tem internet podem tanto produzir, quanto acessar qualquer tipo de conteúdo.

Simultaneamente, as redes sociais permitem uma interação direta entre o público e o emissor da mensagem. Explorar esta nova dinâmica de diálogo da sociedade é um importante aliado do Terceiro Setor na hora de engajar o público.

Paralelamente, perfis sociais atrativos são portas de entrada para novos doadores e canais de nutrição de relacionamento com a base existente.

A seguir, reunimos algumas das melhores práticas a se seguir para impulsionar o perfil da sua organização nas redes sociais:

Foque nas redes sociais certas

A rede social mais efetiva a ser usada pelas ONGs é o Facebook, e esse canal deverá ser sua prioridade. O Facebook é a rede social com o maior número de usuários no mundo todo, e é extremamente versátil. Você pode usá-lo para compartilhar tanto conteúdo escrito quanto visual.

Em segundo plano, escolha as redes sociais que se adequam às operações da sua ONG. Se o seu trabalho é principalmente concentrado no escritório e em articulações com o Governo, dê preferência ao LinkedIn ou ao Twitter.

redes-sociais-twitter

Por outro lado,

Heróis e Vilões — Redução da Maioridade Penal por quem convive diariamente com os jovens

Heróis e Vilões — Redução da Maioridade Penal por quem convive diariamente com os jovens

outubro 26, 2017 By instituto-phi

Escrito por Eduardo Caon, Coordenador de Educação do Departamento Estadual do DEGASE — Departamento Geral de Ações Socioeducativas — e idealizador do TV DEGASE e publicado originalmente no blog do Atados

 

Esteve em cartaz um filme de animação chamado “Megamente” da Dreamworks e ele conta, basicamente, a história de dois extraterrestres que caem na terra ainda bebês, sendo que quando eles crescem um se transforma num super-herói e o outro no vilão.

 

Discretamente mostrado ainda no início do filme, um deles cai num lar de uma família carinhosa e o outro no Presídio, não preciso dizer quem se tornou o que.

 

Este conto de animação em 3D colocou, em gigantes telas coloridas à nossa frente, a origem de mais de noventa por cento dos adolescentes em conflito com a Lei.

 

A maneira brincalhona e despretensiosa dos roteiristas joga luz num problema que a nossa sociedade não encontra tempo para pensar: “De onde vêm estes meninos e meninas?” ou ainda “Crianças já nascem bandidas?”. Minha experiência à frente da Coordenação de Educação do Departamento Estadual que cuida destes jovens — o DEGASE — me obrigou a responder isso, quando, rapidamente, você aprende que não deve perguntar pelos pais deles, pois ou é uma história de ausência ou pior: De violência.

 

Para muitos deles o conceito de honestidade é completamente desconhecido.

Phi na prática: transparência e compliance

Phi na prática: transparência e compliance

outubro 18, 2017 By instituto-phi

Hoje daremos sequência à série “Phi na prática”, onde falamos sobre processos do Instituto Phi. O tema do post é transparência e compliance, conceitos fundamentais para nós e tema de uma palestra que fizemos no último mês para projetos sociais a convite da Agência do Bem e doMetrô Rio.

Gerenciar uma organização social é uma função de enorme responsabilidade e a transparência é um item muito importante para mostrar que os recursos estão sendo administrados da melhor maneira possível. Isso quer dizer, na prática, produzir relatórios de atividades e prestação de contas periódicos, ter um orçamento bem detalhado e publicar o balanço contábil no site.

No Phi temos um escritório de contabilidade, fechamos números mensalmente e atualizamos nossa planilha de gastos para acompanhar se estamos trabalhando dentro do que foi planejado. Uma vez por ano, fazemos uma auditoria em todas as nossas contas e contratos, o que quer dizer que um profissional externo, totalmente isento, valida as ações que ocorrem no dia a dia da organização.

Outra prática importante é a emissão de um recibo para cada doação recebida. Isso dá segurança ao doador e a certeza que o recurso está sendo utilizado para o fim devido.

Um tema correlato a transparência é compliance, termo em inglês que pode ser traduzido como conformidade.

As organizações devem possuir um conjunto de procedimentos e controles internos para que verifiquem de forma constante sua conformidade em relação às normas específicas de suas áreas de atuação.

Phi na prática: avaliação de projetos sociais

Phi na prática: avaliação de projetos sociais

outubro 4, 2017 By instituto-phi
Hoje publicamos mais um texto da série “Phi na prática”! Depois de termos falado, na última semana, sobre contabilidade, hoje o tema é avaliação de projetos. Achamos super importante escrever sobre esse assunto tanto para que as instituições entendam como são avaliadas quanto para que investidores sociais entendam como trabalhamos.   O acompanhamento e monitoramento dos projetos apoiados é um dos diferenciais do nosso trabalho. Criamos a nossa metodologia de acompanhamento própria a partir de estudos e reflexões. Existem muitas teorias e metodologias para avaliar projetos sociais, além de cursos online gratuitos sobre o tema*. Para criar uma metodologia própria, o ideal é pesquisar e se manter atualizado sobre o tema para achar o método que se encaixe melhor com o perfil do projeto.   No Instituto Phi, nossa primeira avaliação é feita pelo Sistema Phi de Gerenciamento, que avalia as organizações com base em um questionário respondido pelo próprio projeto. A partir das respostas o sistema confere um grau de risco para cada organização, considerando quatro pilares: solidez, gestão, impacto social e transparência. Isso garante que as doações sejam feitas de forma mais transparente possível, mostrando aos investidores os pontos fortes e fracos do projeto escolhido.   É imprescindível que no início do projeto sejam estabelecidas metas e objetivos claros e ambiciosos. No Phi, cada vez que fechamos uma parceria, fazemos um contrato entre as três partes e as organizações preenchem um documento, anexo a esse contrato, contendo todas as informações relevantes sobre o projeto que será apoiado.
Phi na prática: contabilidade

Phi na prática: contabilidade

setembro 27, 2017 By instituto-phi

A contabilidade pode parecer um assunto complicado, mas uma vez que está inserida no dia-a-dia torna-se fácil. Essa é uma ferramenta de transparência indispensável, tanto para conhecimento interno do que acontece na instituição, quanto para que pessoas de fora possam confiar no trabalho.

Existem regras e padrões internacionais para fazer a contabilidade, seja de empresas, governo ou projetos sociais. É necessário adotar essa linguagem universal para que pessoas de diferentes lugares possam entender a prestação de contas.

Além desse padrão, existem práticas que podem estar inseridas na rotina para facilitar os processos contábeis mais burocráticos. E são essas práticas que compartilhamos aqui.*

Em primeiro lugar, funciona muito ter contas bancárias separadas para gastos administrativos e de projetos. É um jeito prático de ter melhor controle das entradas e saídas dos recursos e assim o controle contábil também é facilitado.
 
Fazemos o fechamento de registros das entradas e saídas dos recursos do mês até o 5º dia útil, ou dia 05 do mês seguinte (se tiver pouco movimento). Ter uma data fixa mensal para checar todos os registros cria em toda a equipe o hábito de organizar a contabilidade, no mínimo, mensalmente, sem acumular trabalho e facilitando tarefas – tais como lembrar o que significa cada um dos recibos do mês.

Para dúvidas do do dia-a-dia, que fatalmente surgem, buscamos orientação com um escritório de contabilidade/contador de confiança.

Phi na prática: orçamento anual

Phi na prática: orçamento anual

setembro 20, 2017 By instituto-phi
Números, planilhas, controles e orçamento: palavras que fazem parte do nosso dia-a-dia! Irmão siamês do planejamento de atividades, o orçamento anual é uma forma de prever e controlar todos os gastos que acontecerão na organização no ano seguinte. E esse é o tema de hoje no 2º post da série “Phi na prática”.
Cada organização planeja o orçamento de uma forma diferente, dentro das suas possibilidades e necessidades. Já o seu acompanhamento ao longo do ano de execução é um parâmetro para que o gasto não fuja do planejado. 
O planejamento ideal que seguimos no Phi é o seguinte:
  • Iniciamos o planejamento do orçamento em setembro/outubro para ter tempo de revisar com a equipe, fazer ajustes de acordo com as nossas prioridades e validar tudo até o ano terminar;
  • Para elaborar o orçamento, fazemos todo o planejamento do ano seguinte: as atividades que queremos realizar, os eventos e cursos que pretendemos participar, o aumento de salários e de pessoas.

Para acompanhar o orçamento ao longo do ano:
  • Acompanhamos os gastos mensalmente através de planilhas;
  • Comparamos o realizado do mês com o orçado planejado e a porcentagem de desvio;
  • Geralmente, analisamos os desvios de mais ou menos 5% com um pouco mais de cuidado para entender se houve falha no orçamento ou se o gasto somente foi postergado.

Já para gastar com mais eficiência e reduzir os gastos previstos,
Phi na prática: comunicação nas redes sociais

Phi na prática: comunicação nas redes sociais

setembro 6, 2017 By instituto-phi
Hoje começamos a série “Phi na prática”. Semanalmente vamos postar sobre algum processo do Phi – como administramos as redes sociais ou elaboramos o orçamento anual, por exemplo. A ideia aqui é compartilhar um pouco do que fazemos internamente, estimulando uma troca de práticas entre os projetos, que acreditamos ser ótima para o setor 🙂   Vamos ao tema do dia: comunicação nas redes sociais.   O Facebook e o Instagram são ferramentas muito importantes para tornar uma iniciativa conhecida e, no limite, captar recursos. Por serem gratuitos, ambos canais permitem, sem custos, que você esteja em contato permanente com o público.Ainda que elas não substituam formas presenciais de relacionamento, permitem uma escala insubstituível.   Engana-se, porém, quem pensa que basta colocar no ar uma página do Facebook ou do Instagram. O mais importante é que elas sejam bem exploradas, de forma a atrair atenção e interesse do público. Mas como explorar esses canais?   Esta foi uma pergunta que também nos fizemos – e nos fazemos! – inúmeras vezes. Parte das respostas às quais chegamos foi observando o que outras organizações já fazem. Segue um pouco do que adotamos:   No Facebook postamos uma vez por dia (no mááááximo duas)! Os usuários não gostam de ter uma única página lotando seu feed com várias postagens, por isso evitamos colocar mais de dois conteúdos diários. Por outro lado, ficar um longo tempo sem nenhuma novidade poderia passar a impressão de que a página está abandonada.