Month: julho,2017
O apoio na hora certa

O apoio na hora certa

julho 28, 2017 By marcos-pinheiro

A trajetória de Wanderson Lima na área social começou ainda no Ensino Médio, quando fez um curso de cuidador de idosos e de pessoas com necessidades especiais. Na época, ele aprendeu noções básicas de Libras e, em 2003, passou a frequentar a Pastoral de Surdos, da Igreja de Bom Jesus, na Penha, subúrbio do Rio de Janeiro. De lá para cá, a vida de Wanderson se voltou totalmente a ajudar outras pessoas. Há oito anos, administra a Casa de Apoio à Criança com Câncer São Vicente de Paulo, em Irajá.

 

Wanderson Lima, por ele mesmo

“Meu encontro com a Casa de Apoio aconteceu por acaso. Estava passando em frente e resolvi entrar para conhecer o trabalho. O projeto me conquistou de cara. Fui recebido já na entrada por um menino chamado Douglas, de apenas 4 anos, que tinha retinoblastoma, um tumor maligno na retina. A partir desse encontro, minha vida mudou. Passei a ser voluntário da instituição, fazendo recreação e levando as crianças em passeios.

Depois de concluir a faculdade de administração, tive que escolher entre seguir minha preparação no Seminário Diocesano Paulo VI ou ficar na Casa de Apoio. Minha ligação com a casa falou mais alto e, em 2009, deixei o seminário. Em pouco tempo, passei a trabalhar como administrador da organização. Hoje, com muita dedicação e carinho, atendemos a 120 crianças com doenças graves, que fazem tratamento no Rio e precisam suprir suas necessidades básicas,

Zeca Novais e o projeto Lona na Lua

Zeca Novais e o projeto Lona na Lua

julho 21, 2017 By instituto-phi

Em 2007, Zeca Novais participou de um concurso no programa “Caldeirão do Huck”, que garantiria aos vencedores um papel na novela Malhação. O jovem de Rio Bonito, cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro, não foi um dos escolhidos. Mas sua trajetória no programa não tinha terminado. Em 2015, voltou para receber do bengali Muhammad Yunus, prêmio Nobel da Paz, conselhos de como gerir o projeto social que fundara anos antes. O Lona na Lua já atendeu mais de mil crianças com oficinas de arte e é hoje um dos principais aparelhos culturais da cidade. Mas chegar ai a partir do zero, segundo o próprio Zeca, não foi nada fácil.

 

Zeca Novais, por ele mesmo

 

Sou graduado em teimosia, com pós em resistência e doutorado em cara de pau.
A estrada me ensinou.

O Lona na Lua nasce de uma sequência infinita de fracassos. E é por isso que ele existe. Para dar voz aos fracassados.

Quando adolescente eu só queria poder trabalhar e sobreviver como ator. Nada dava certo.

Após inúmeras frustrações, entendi que minha história seria outra: criar um movimento para que crianças e adolescentes com o sonho de fazer arte não passassem pelos mesmos perrengues que eu havia passado.

E não fiz isso porque eu sou “bonzinho” ou porque sou “legal”.

Júlia Rangel, do projeto Rede Postinho de Saúde

Júlia Rangel, do projeto Rede Postinho de Saúde

julho 12, 2017 By instituto-phi

Prestes a concluir a faculdade de psicologia, Júlia Rangel fazia estágio no projeto social Olha para Mim.  Era uma das mais empolgadas com o programa, voltado à assistência de pessoas em situação de risco nas ruas. Quando recebeu a notícia de que, por falta de recursos, o projeto teria que encerrar suas atividades, tomou a decisão de continuar atuando por conta própria. Subiu o Morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro, e se ofereceu para, uma vez por semana, prestar atendimento gratuito a moradores.

 

Foi com apelos nas redes sociais que Júlia conseguiu envolver outros profissionais da área de saúde com a iniciativa. Em 2010, já com maior número de voluntários, criou a Rede Postinho de Saúde. A ONG ganhou tanta força que tem gente de São Paulo enfrentando a ponte aérea para ajudar. Confiante, ela acredita que, se cada um fizer a sua parte, tudo fica mais fácil para todo mundo.

 

Júlia Rangel, por ela mesma

Se cada um der a sua colaboração, mesmo que pequena, o pouco vira muito. Eu não vou mudar o mundo, mas posso fazer com que as pessoas vivam com mais dignidade. Desde criança, presto muito atenção à minha volta, às injustiças e à desigualdade social. Sempre gostei de conhecer, conversar, participar e ajudar os outros. Essa minha capacidade de observação e interação me fez buscar soluções, tentar mudar o estado das coisas.

Editais para que te quero

Editais para que te quero

julho 5, 2017 By instituto-phi

Os editais são poderosas ferramentas de captação de recursos para o Terceiro Setor. Muitas empresas, públicas e privadas, nacionais ou internacionais, negócios sociais e fundações estão sempre abrindo portas para financiar projetos que contribuam com a sociedade. Alguns editais são temáticos, selecionando projetos específicos. Os temas variam muito de acordo com o objetivo da empresa responsável pelo financiamento, como direitos humanos, cultura e sustentabilidade.

 

Grande número de organizações não governamentais, no entanto, não participa desses editais. Mas se o acesso à internet é tão fácil hoje, por que deixam de participar das seleções? Simplesmente porque não têm uma pessoa que se dedique a pesquisar e selecionar os possíveis editais que estariam alinhados com seus objetivos. Além disso, nem sempre o edital ou a apresentação do projeto são simples. É preciso ter uma pessoa que escreva razoavelmente bem para fazer a inscrição.

 

Luiza Serpa, diretora-executiva do Instituto Phi, que faz a ponte entre quem quer fazer uma doação eficiente e projetos sociais de qualidade, dá uma sugestão: “Se os funcionários da entidade não estão aptos para essa tarefa, que tal pedir ajuda a um voluntário?”.

 

Luiza ressalta que, com a crise econômica, houve queda no número de editais, mas eles ainda são muitos.

 

“Consulados e embaixadas, por exemplo, estão sempre selecionando projetos sociais para financiar”.

 

Um canal interessante para ter acesso aos diversos editais que estão sempre abertos é o Prosas.