Month: agosto,2017
Refugiado e ex-Malhação, o cantor congolês Musipere grava música falando da paz

Refugiado e ex-Malhação, o cantor congolês Musipere grava música falando da paz

agosto 23, 2017 By instituto-phi

Notícia publicada originalmente no Blog do Atados no dia 22 junho 2017:

“Texto escrito pela jornalista Cristina Cople e fotos do fotógrafo Fernando Tribino, voluntários do projeto Comunicadores do Atados Rio.

O cantor Musipere ficou conhecido no Brasil depois de atuar na novela Malhação ao lado de Isabela Garcia e Tuca Andrada na temporada de 2013. Na ficção, ele também era um refugiado, papel que ele conhece bem. Musipere deixou o Congo depois de ver sua casa e família despedaçadas. Ele chegou ao Brasil como bolsista de um curso de economia, mas precisou trabalhar muito para se sustentar. “Foi muito difícil aprender a língua. Não tinha como voltar para o Congo e tinha que me virar. Fiz curso de modelo e consegui fazer um comercial. Depois, eu me dediquei à atuação em Curitiba. Primeiro fiz um filme com o diretor Alexandre Moretson e, em 2013, tive a chance de fazer teste para a novela Malhação”. Para se familiarizar com o idioma, Musipere decorou as canções do rei Roberto Carlos. “Além de as músicas serem lindas, ele canta um português de fácil compreensão”, conta.

                         A Cristina conversando com o Musipiere. Foto do fotógrafo Fernando Tribino.

Depois de aparecer na TV, a carreira como músico também ganhou impulso. “Desde criança eu queria muito ser músico. Eu cantava e dançava com os amigos. Em Curitiba,

As mudanças começam em cada indivíduo

As mudanças começam em cada indivíduo

agosto 16, 2017 By instituto-phi

Artigo de Luiza Serpa, Diretora do Instituto Phi, publicado no jornal O Globo, em 2016:

 

“Sempre associamos avanços e melhorias sociais às ações governamentais. Sim, de fato elas fazem parte das obrigações do Poder Público, deveriam ser seu objetivo primordial. Mas não tenho a menor dúvida de que as mudanças só acontecerão quando partirem também do indivíduo. Não podemos nos distanciar das responsabilidades que temos na vida em sociedade, não podemos perder de vista que somos agentes de transformação.

 

Diante do peso que cada cidadão tem na construção da sociedade, fica claro que a filantropia exerce um papel fundamental no nosso cotidiano. O amor à humanidade é o intuito de quem a pratica. Uma sociedade filantrópica mostra o quanto está envolvida na redução de desigualdades, sofrimentos e na promoção permanente da inclusão. A sociedade que vivencia a empatia forma um coletivo melhor, mais forte e coeso.

 

A filantropia cumpre bem o papel de atenuar desigualdades, uma vez que transfere renda de ricos para pobres, disseminando os benefícios da posse de bens materiais. Quando uma pessoa doa, fica mais sensível às questões sociais. Esse fortalecimento de laços gera uma sociedade na qual a sensação de pertencimento facilita a busca do bem comum.

 

A ação social não deve ser vista como uma obrigação ou o pagamento de uma dívida do cidadão com o meio em que vive,

Instituto Phi é eleito uma das 100 melhores ONGs do Brasil pela revista Época!

Instituto Phi é eleito uma das 100 melhores ONGs do Brasil pela revista Época!

agosto 10, 2017 By instituto-phi

Em março de 2014 fundamos o Instituto Phi. Éramos apenas 3 pessoas. Numa segunda-feira pós-carnaval, publicamos no Facebook um post de poucas linhas que versava sobre problemas sociais e terminava afirmando que “É para mudar (um pouco) essa (complexa) situação que o Instituto Phi – Philantropia Inteligente começa a funcionar”.

 

Tínhamos 19 meses para saber se o empreendimento vingaria. As promessas de doação nos davam esse tempo, e nada mais. Em dezembro de 2015, se nada tivesse engrenado, nos restaria buscar novas oportunidades – e o Phi não seria mais que uma memória.

 

O desafio era grande. Não bastando o desafio que é empreender no Brasil E na área social, ainda lançávamos um conceito praticamente novo: a ideia era ser o meio, não o final. Uma ponte entre quem doa e quem executa o projeto.  

 

Nas primeiras semanas não sabíamos se estávamos dando certo ou não. Algumas premissas nas quais acreditávamos falharam. Empresas que sinalizavam que queriam doar deixaram o assunto para depois – um depois ao qual poderíamos nem chegar.

 

Em 2014 e 2015 mantivemos praticamente o mesmo tamanho. Movimentamos R$ 1,5 milhão em 2014 e R$ 1,5 milhão em 2015. Nada de estouro, sucesso repentino, mídia ou holofotes. Mas sabe de uma coisa? Pra gente esses dois primeiros anos não incomodaram em nada. Pelo contrário. Já éramos felizes no dia-a-dia.