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Quanto custa salvar uma vida?

Quanto custa salvar uma vida?

maio 24, 2017 By instituto-phi

Não continue a ler se não gosta de se sentir desconfortável ou desafiado. No entanto, esperamos que continue a ler e que pense sobre isto com cuidado: se salvar uma criança a afogar-se num pequeno lago não implicasse qualquer risco, mas pudesse estragar seu melhor par de sapatos, você estaria disposto a salvar a criança, certo? Então, por que não estamos dispostos a doar o valor desse par de sapatos para ajudar quase 10 milhões de crianças com menos de 5 anos de idade que morrem todos os anos por causas relacionadas à pobreza?

 

É com essa provocação que o filósofo australiano Peter Singer, considerado pela revista “Time” uma das cem pessoas mais influentes do mundo, inicia o livro “Quanto custa salvar uma vida?” (Editora Campus Elsevier, 2009), em que defende que as ações sociais não são, apenas, responsabilidade do governo e das empresas, mas devem estar presentes no dia a dia de todos os cidadãos. 

 

Para justificar essa ideia, o especialista, que é também fundador presidente da IAB – Associação Internacional de Bioética, cita uma série de argumentos. Entre eles o fato de que existem, hoje, bilhões de pessoas no mundo que vivem, por dia, com menos do que muitos de nós pagaríamos por uma garrafa de água e que, portanto, ajudar ao próximo com o que nos parece insignificante já pode fazer grande diferença no mundo. 

 

Para criar um modo de vida mais desprendido,

5 dicas para captar recursos sem amadorismo

5 dicas para captar recursos sem amadorismo

maio 10, 2017 By instituto-phi

A despeito da crise econômica, tem bastante dinheiro sobrando para doação no Brasil. Mesmo assim, as organizações sociais encontram dificuldade de se manter com sustentabilidade. Apesar de precisar de dinheiro para sobreviver, a maioria das instituições não dispõe de uma área de captação de recursos. E, quando ela existe , funciona de forma amadora. É mais ou menos assim: o Joãozinho busca a doação de arroz, paga as contas, troca a lâmpada e, quando surge uma oportunidade de conversar com uma empresa ou um milionário, bota aquela camisa social bonita e vai.

 

Bom, alguém precisa falar o óbvio: para ganhar a atenção de doadores em potencial, é fundamental que as instituições apresentem um projeto bem planejado, que demonstre o poder de transformação social de seu trabalho. Não há mais espaço para o improviso. Além disso, paixão pela causa, sensibilidade, entusiasmo, persistência e criatividade são essenciais nessa tarefa.

 

Vai encarar a missão? Então, confira cinco dicas simples para não fazer feio.

 

Estude as empresas com quem você vai falar

Antes de mais nada, é preciso fazer uma pesquisa sobre potenciais doadores, respeitando critérios como a identificação com a causa que você defende, a disponibilidade de recursos (quem não tem recursos não pode patrocinar) e os objetivos da empresa. Assim como numa entrevista de emprego, é obrigatório fazer a lição de casa e estudar a organização.

Solidariedade: afinal, o que nos move?

Solidariedade: afinal, o que nos move?

abril 25, 2017 By instituto-phi

Faça o que eu digo e também faça o que eu faço. Achou que tem alguma coisa errada no velho ditado, certo? Não quando aplicado a Marcos Flávio Azzi, profissional bem sucedido que passou os últimos oito anos buscando dinheiro para causas sociais. Não, também não é só mais um rico promovendo chás beneficentes e outros eventos do gênero. Azzi é um empreendedor do bem-estar social, um homem que quer para os outros o que conquistou para si. Parece simples, mas dá trabalho.

O filantropo é mineiro. Veio de uma família humilde do interior e fez carreira no mercado financeiro em São Paulo, numa empresa que se tornaria, rapidamente, uma das maiores do Brasil. A companhia foi vendida para um banco suíço e, assim, em 2009, o bem-sucedido Azzi se viu com a vida ganha já aos 30 e poucos anos de idade. O que seria um sonho para muitos o sacudiu de forma definitiva. Ele não queria, simplesmente, se acomodar e desfrutar os louros. A ambição era diferente: começou a doar boa parte de seu patrimônio – e tempo – para auxiliar na reforma de casas de baixa renda na periferia de São Paulo.

Desligado de vez do mercado financeiro, Azzi se dedicou a inspirar, motivar e auxiliar empresários e pessoas físicas de alto poder aquisitivo a atuar em filantropia de forma consciente e eficaz, criando em São Paulo o Instituto Azzi. O mesmo senso de oportunidade utilizado na antiga profissão passou a determinar seus movimentos na nova empreitada.

Carta aberta aos projetos sociais e captadores de recursos

Carta aberta aos projetos sociais e captadores de recursos

abril 21, 2017 By instituto-phi

Caros colegas de profissão, as próximas linhas são destinadas àqueles que estão com dificuldades para captar dinheiro para seus projetos sociais. Vamos lá:

 

TEM MUITO DINHEIRO PARA DOAÇÃO NO BRASIL. MUITO. MUITO MESMO!

 

“Mas e essa crise!? O país está uma loucura”

 

Olha… o que a tal crise fez foi, no máximo, transformar o Oceano Pacífico de dinheiro excedente em Oceano Atlântico. Em qualquer um dos casos, você não conseguiria nadar o oceano todo. Se sobrava um montão, agora sobra um monte, o que para você dá na mesma.

 

“Se sobra dinheiro, porque meu projeto está nessa situação? Até a luz já quase foi cortada!”

 

Se sobra dinheiro e você passa dificuldades, a mensagem é clara: VOCÊ (repetindo: VOCÊ) não está sabendo chegar lá e precisa repensar a sua abordagem. E podemos te dizer, por experiência própria, que a maioria dos projetos não sabe MESMO chegar lá.

 

Apesar de precisarem de dinheiro para sobreviver, a maioria dos que conhecemos não tem uma área de captação – e quando tem são incrivelmente amadoras. É inacreditável que coloquem uma função vital da instituição para ser executada como “segunda ocupação” de alguém, mas é o que acaba acontecendo:

 

“Joãozinho é quem cuida de captação aqui!

Oi, blog :)

Oi, blog :)

abril 17, 2017 By instituto-phi

“Acabou o carnaval. Durante a euforia de quatro dias, a greve dos garis, os tiroteios e as mortes banais foram apenas panos de fundo de um palco de Pierrots e Colombinas. Nas cinzas, relembramos que havia uma cidade no meio da farra. O lixo não recolhido é apenas sintoma de um Rio que recebe o “maior show da terra”, mas educa mal suas crianças, não atende seus doentes, não abriga seus necessitados e mata como poucos lugares no mundo.

É para mudar (um pouco) essa (complexa) situação que o Instituto Phi Philantropia Inteligente começa a funcionar.”

 

Foi com esta mensagem que inauguramos o Instituto Phi, em 10 de março de 2014. Nos 38 meses seguintes, R$ 10 milhões movimentados para 176 projetos – e, mais que isso, muitas, muitas experiências novas e inimagináveis. Em cada visita, contrato, telefonema e reunião, um novo aprendizado.

 

Conforme íamos acumulando histórias, uma inquietude crescia: como tornar tudo isso disponível para uma grande quantidade de pessoas? A angústia só aumentou quando, em dezembro do último ano, fizemos uma café da manhã reunindo os projetos apoiados em 2016 e elaboramos uma pequena palestra com o que víamos no nosso dia-a-dia. Também escrevemos uma cartinha com uma mensagem para as ONGs. Para nossa alegria, o que comunicamos pareceu ser muito útil aos projetos – o que só reforçou nossa sensação de que compartilhar o que vivíamos era preciso.