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Phi na prática: comunicação nas redes sociais

Phi na prática: comunicação nas redes sociais

setembro 6, 2017 By instituto-phi
Hoje começamos a série “Phi na prática”. Semanalmente vamos postar sobre algum processo do Phi – como administramos as redes sociais ou elaboramos o orçamento anual, por exemplo. A ideia aqui é compartilhar um pouco do que fazemos internamente, estimulando uma troca de práticas entre os projetos, que acreditamos ser ótima para o setor 🙂   Vamos ao tema do dia: comunicação nas redes sociais.   O Facebook e o Instagram são ferramentas muito importantes para tornar uma iniciativa conhecida e, no limite, captar recursos. Por serem gratuitos, ambos canais permitem, sem custos, que você esteja em contato permanente com o público.Ainda que elas não substituam formas presenciais de relacionamento, permitem uma escala insubstituível.   Engana-se, porém, quem pensa que basta colocar no ar uma página do Facebook ou do Instagram. O mais importante é que elas sejam bem exploradas, de forma a atrair atenção e interesse do público. Mas como explorar esses canais?   Esta foi uma pergunta que também nos fizemos – e nos fazemos! – inúmeras vezes. Parte das respostas às quais chegamos foi observando o que outras organizações já fazem. Segue um pouco do que adotamos:   No Facebook postamos uma vez por dia (no mááááximo duas)! Os usuários não gostam de ter uma única página lotando seu feed com várias postagens, por isso evitamos colocar mais de dois conteúdos diários. Por outro lado, ficar um longo tempo sem nenhuma novidade poderia passar a impressão de que a página está abandonada.
Refugiado e ex-Malhação, o cantor congolês Musipere grava música falando da paz

Refugiado e ex-Malhação, o cantor congolês Musipere grava música falando da paz

agosto 23, 2017 By instituto-phi

Notícia publicada originalmente no Blog do Atados no dia 22 junho 2017:

“Texto escrito pela jornalista Cristina Cople e fotos do fotógrafo Fernando Tribino, voluntários do projeto Comunicadores do Atados Rio.

O cantor Musipere ficou conhecido no Brasil depois de atuar na novela Malhação ao lado de Isabela Garcia e Tuca Andrada na temporada de 2013. Na ficção, ele também era um refugiado, papel que ele conhece bem. Musipere deixou o Congo depois de ver sua casa e família despedaçadas. Ele chegou ao Brasil como bolsista de um curso de economia, mas precisou trabalhar muito para se sustentar. “Foi muito difícil aprender a língua. Não tinha como voltar para o Congo e tinha que me virar. Fiz curso de modelo e consegui fazer um comercial. Depois, eu me dediquei à atuação em Curitiba. Primeiro fiz um filme com o diretor Alexandre Moretson e, em 2013, tive a chance de fazer teste para a novela Malhação”. Para se familiarizar com o idioma, Musipere decorou as canções do rei Roberto Carlos. “Além de as músicas serem lindas, ele canta um português de fácil compreensão”, conta.

                         A Cristina conversando com o Musipiere. Foto do fotógrafo Fernando Tribino.

Depois de aparecer na TV, a carreira como músico também ganhou impulso. “Desde criança eu queria muito ser músico. Eu cantava e dançava com os amigos. Em Curitiba,

As mudanças começam em cada indivíduo

As mudanças começam em cada indivíduo

agosto 16, 2017 By instituto-phi

Artigo de Luiza Serpa, Diretora do Instituto Phi, publicado no jornal O Globo, em 2016:

 

“Sempre associamos avanços e melhorias sociais às ações governamentais. Sim, de fato elas fazem parte das obrigações do Poder Público, deveriam ser seu objetivo primordial. Mas não tenho a menor dúvida de que as mudanças só acontecerão quando partirem também do indivíduo. Não podemos nos distanciar das responsabilidades que temos na vida em sociedade, não podemos perder de vista que somos agentes de transformação.

 

Diante do peso que cada cidadão tem na construção da sociedade, fica claro que a filantropia exerce um papel fundamental no nosso cotidiano. O amor à humanidade é o intuito de quem a pratica. Uma sociedade filantrópica mostra o quanto está envolvida na redução de desigualdades, sofrimentos e na promoção permanente da inclusão. A sociedade que vivencia a empatia forma um coletivo melhor, mais forte e coeso.

 

A filantropia cumpre bem o papel de atenuar desigualdades, uma vez que transfere renda de ricos para pobres, disseminando os benefícios da posse de bens materiais. Quando uma pessoa doa, fica mais sensível às questões sociais. Esse fortalecimento de laços gera uma sociedade na qual a sensação de pertencimento facilita a busca do bem comum.

 

A ação social não deve ser vista como uma obrigação ou o pagamento de uma dívida do cidadão com o meio em que vive,

Instituto Phi é eleito uma das 100 melhores ONGs do Brasil pela revista Época!

Instituto Phi é eleito uma das 100 melhores ONGs do Brasil pela revista Época!

agosto 10, 2017 By instituto-phi

Em março de 2014 fundamos o Instituto Phi. Éramos apenas 3 pessoas. Numa segunda-feira pós-carnaval, publicamos no Facebook um post de poucas linhas que versava sobre problemas sociais e terminava afirmando que “É para mudar (um pouco) essa (complexa) situação que o Instituto Phi – Philantropia Inteligente começa a funcionar”.

 

Tínhamos 19 meses para saber se o empreendimento vingaria. As promessas de doação nos davam esse tempo, e nada mais. Em dezembro de 2015, se nada tivesse engrenado, nos restaria buscar novas oportunidades – e o Phi não seria mais que uma memória.

 

O desafio era grande. Não bastando o desafio que é empreender no Brasil E na área social, ainda lançávamos um conceito praticamente novo: a ideia era ser o meio, não o final. Uma ponte entre quem doa e quem executa o projeto.  

 

Nas primeiras semanas não sabíamos se estávamos dando certo ou não. Algumas premissas nas quais acreditávamos falharam. Empresas que sinalizavam que queriam doar deixaram o assunto para depois – um depois ao qual poderíamos nem chegar.

 

Em 2014 e 2015 mantivemos praticamente o mesmo tamanho. Movimentamos R$ 1,5 milhão em 2014 e R$ 1,5 milhão em 2015. Nada de estouro, sucesso repentino, mídia ou holofotes. Mas sabe de uma coisa? Pra gente esses dois primeiros anos não incomodaram em nada. Pelo contrário. Já éramos felizes no dia-a-dia.

Zeca Novais e o projeto Lona na Lua

Zeca Novais e o projeto Lona na Lua

julho 21, 2017 By instituto-phi

Em 2007, Zeca Novais participou de um concurso no programa “Caldeirão do Huck”, que garantiria aos vencedores um papel na novela Malhação. O jovem de Rio Bonito, cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro, não foi um dos escolhidos. Mas sua trajetória no programa não tinha terminado. Em 2015, voltou para receber do bengali Muhammad Yunus, prêmio Nobel da Paz, conselhos de como gerir o projeto social que fundara anos antes. O Lona na Lua já atendeu mais de mil crianças com oficinas de arte e é hoje um dos principais aparelhos culturais da cidade. Mas chegar ai a partir do zero, segundo o próprio Zeca, não foi nada fácil.

 

Zeca Novais, por ele mesmo

 

Sou graduado em teimosia, com pós em resistência e doutorado em cara de pau.
A estrada me ensinou.

O Lona na Lua nasce de uma sequência infinita de fracassos. E é por isso que ele existe. Para dar voz aos fracassados.

Quando adolescente eu só queria poder trabalhar e sobreviver como ator. Nada dava certo.

Após inúmeras frustrações, entendi que minha história seria outra: criar um movimento para que crianças e adolescentes com o sonho de fazer arte não passassem pelos mesmos perrengues que eu havia passado.

E não fiz isso porque eu sou “bonzinho” ou porque sou “legal”.

Júlia Rangel, do projeto Rede Postinho de Saúde

Júlia Rangel, do projeto Rede Postinho de Saúde

julho 12, 2017 By instituto-phi

Prestes a concluir a faculdade de psicologia, Júlia Rangel fazia estágio no projeto social Olha para Mim.  Era uma das mais empolgadas com o programa, voltado à assistência de pessoas em situação de risco nas ruas. Quando recebeu a notícia de que, por falta de recursos, o projeto teria que encerrar suas atividades, tomou a decisão de continuar atuando por conta própria. Subiu o Morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro, e se ofereceu para, uma vez por semana, prestar atendimento gratuito a moradores.

 

Foi com apelos nas redes sociais que Júlia conseguiu envolver outros profissionais da área de saúde com a iniciativa. Em 2010, já com maior número de voluntários, criou a Rede Postinho de Saúde. A ONG ganhou tanta força que tem gente de São Paulo enfrentando a ponte aérea para ajudar. Confiante, ela acredita que, se cada um fizer a sua parte, tudo fica mais fácil para todo mundo.

 

Júlia Rangel, por ela mesma

Se cada um der a sua colaboração, mesmo que pequena, o pouco vira muito. Eu não vou mudar o mundo, mas posso fazer com que as pessoas vivam com mais dignidade. Desde criança, presto muito atenção à minha volta, às injustiças e à desigualdade social. Sempre gostei de conhecer, conversar, participar e ajudar os outros. Essa minha capacidade de observação e interação me fez buscar soluções, tentar mudar o estado das coisas.

Editais para que te quero

Editais para que te quero

julho 5, 2017 By instituto-phi

Os editais são poderosas ferramentas de captação de recursos para o Terceiro Setor. Muitas empresas, públicas e privadas, nacionais ou internacionais, negócios sociais e fundações estão sempre abrindo portas para financiar projetos que contribuam com a sociedade. Alguns editais são temáticos, selecionando projetos específicos. Os temas variam muito de acordo com o objetivo da empresa responsável pelo financiamento, como direitos humanos, cultura e sustentabilidade.

 

Grande número de organizações não governamentais, no entanto, não participa desses editais. Mas se o acesso à internet é tão fácil hoje, por que deixam de participar das seleções? Simplesmente porque não têm uma pessoa que se dedique a pesquisar e selecionar os possíveis editais que estariam alinhados com seus objetivos. Além disso, nem sempre o edital ou a apresentação do projeto são simples. É preciso ter uma pessoa que escreva razoavelmente bem para fazer a inscrição.

 

Luiza Serpa, diretora-executiva do Instituto Phi, que faz a ponte entre quem quer fazer uma doação eficiente e projetos sociais de qualidade, dá uma sugestão: “Se os funcionários da entidade não estão aptos para essa tarefa, que tal pedir ajuda a um voluntário?”.

 

Luiza ressalta que, com a crise econômica, houve queda no número de editais, mas eles ainda são muitos.

 

“Consulados e embaixadas, por exemplo, estão sempre selecionando projetos sociais para financiar”.

 

Um canal interessante para ter acesso aos diversos editais que estão sempre abertos é o Prosas.

Samuca da paz

Samuca da paz

junho 28, 2017 By instituto-phi

Mudar o próprio destino exige coragem e grande esforço. Mudar o destino de outras pessoas pode ser ainda mais desafiador. A história de Samuel Muniz de Araújo, o Samuca, se assemelha à de milhões de crianças e jovens Brasil afora. O que diferencia sua trajetória é a forte aposta na esperança e na transformação da sociedade. Criado em favelas da Zona Oeste, ele demorou a encontrar o caminho que o realizaria. Começou a trabalhar aos 11 anos, perdeu a mãe pouco depois e, em busca de dinheiro para sustentar o restante da família, tornou-se um dos criminosos mais procurados da cidade na década de 1980.

 

Em liberdade há 20 anos, Samuca conta como virou o jogo e passou a encabeçar o Centro Cultural A História Que Eu Conto, instituição social que atua em Vila Aliança, em Bangu.

 

Samuca, por ele mesmo

Comecei a trabalhar ainda criança como pescador, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Por causa disso, tive que abrir mão dos estudos e do sonho de jogar futebol. Durante uma de minhas viagens, recebi a notícia de que minha mãe estava hospitalizada. Ela morreu no Dia das Mães. E senti que minha sorte havia partido com ela.

 

Para continuar ajudando minha família, entrei para o crime. Acabei me tornando um assaltante de banco e sequestrador. Fui um dos criminosos mais procurados pela polícia do Rio.

Fé na educação

Fé na educação

junho 21, 2017 By instituto-phi

Você conhece a Irmã Adma? Ela é uma dessas pessoas que te cativam em 1 minuto de conversa. E não é por acaso. Com um olhar sereno e história de dedicação ao próximo, ela fundou a Associação Beneficente Amar, que atende crianças e jovens em situação de rua. Se você perguntar a ela se não tem medo de uma população muitas vezes temida pela sociedade, ela é rápida em responder: “São só crianças. Usam a agressividade como capa. Experimente chamá-los de ‘meu filho’ e você verá aquela capa cair”.

 

Irmã Adma, por ela mesma
Meu nome é irmã Adma Cassab Fadel e desde muito jovem senti o apelo de estar ao lado de crianças e adolescentes que sofrem a falta de coisas, de afeto e de possibilidades. Por isso dediquei a minha vida a estar ao lado dessas crianças e, com isso, encontrei pessoas que tinham o mesmo ideal, a mesma vocação, principalmente. Frei Carmelo Cox, Carmelitano que estava disposto a apoiar o trabalho com crianças de rua no Centro do Rio de Janeiro.

 

Começamos o trabalho junto a Roberto José dos Santos e outras pessoas que tinham a mesma preocupação. Este trabalho cresceu, tornou-se uma entidade grande, a São Martinho, que foi conhecida também na Europa. A instituição, criada por nós, expandiu-se e virou referência no trabalho com criança.

 

No ano 2000 criamos a Associação Beneficente Amar no mesmo trabalho de educação e recuperação de crianças adolescentes e jovens mais empobrecidos e também mais sofridos e esquecidos da sociedade.

Um caminho para a cidadania

Um caminho para a cidadania

junho 7, 2017 By instituto-phi

“Tia, me leva para a sua casa”. Há mais de 30 anos, essa é a frase que​ irmã Adma Cassab Fadel mais escuta. E a senhora, de cabeleira branca, atende ao pedido. Ela dirige a Associação Beneficente Amar, que oferece orientação pedagógica e psicológica a crianças e adolescentes vítimas de violência ou negligência das próprias famílias no Estado do Rio.

 

“Há uma diferença sutil entre crianças na rua e crianças de​ rua. As crianças na rua estão vendendo balas, trabalhando como engraxates, flanelinhas ou lavando para-brisas. As crianças de rua não suportaram o peso da responsabilidade desproporcional à sua idade, ou não suportaram a violência, e se desligaram de tudo, inclusive de suas famílias. Ninguém prefere viver na rua, mas eles descobrem que é melhor para eles”.

 

Em 1983, depois de oito anos dirigindo escolas grandes em Uberlândia e Belo Horizonte, a irmã salesiana veio ao Rio de Janeiro dirigir uma pequena pré-escola, um pensionato para universitárias e uma comunidade para religiosas idosas.  Mas, logo, ela sentiu​ que havia chegado o momento de se dedicar também às crianças mais necessitadas. Pensou nas que perambulavam pelas ruas. 

 

“Nunca tive medo delas. São só crianças. Usam a agressividade como capa. Experimente chamá-los de ‘meu filho’ e você verá aquela capa cair”.

 

No ano 2000, junto com alguns desses meninos, que então já eram adultos,