Posts by Marcos Pinheiro
O apoio na hora certa

O apoio na hora certa

julho 28, 2017 By marcos-pinheiro

A trajetória de Wanderson Lima na área social começou ainda no Ensino Médio, quando fez um curso de cuidador de idosos e de pessoas com necessidades especiais. Na época, ele aprendeu noções básicas de Libras e, em 2003, passou a frequentar a Pastoral de Surdos, da Igreja de Bom Jesus, na Penha, subúrbio do Rio de Janeiro. De lá para cá, a vida de Wanderson se voltou totalmente a ajudar outras pessoas. Há oito anos, administra a Casa de Apoio à Criança com Câncer São Vicente de Paulo, em Irajá.

 

Wanderson Lima, por ele mesmo

“Meu encontro com a Casa de Apoio aconteceu por acaso. Estava passando em frente e resolvi entrar para conhecer o trabalho. O projeto me conquistou de cara. Fui recebido já na entrada por um menino chamado Douglas, de apenas 4 anos, que tinha retinoblastoma, um tumor maligno na retina. A partir desse encontro, minha vida mudou. Passei a ser voluntário da instituição, fazendo recreação e levando as crianças em passeios.

Depois de concluir a faculdade de administração, tive que escolher entre seguir minha preparação no Seminário Diocesano Paulo VI ou ficar na Casa de Apoio. Minha ligação com a casa falou mais alto e, em 2009, deixei o seminário. Em pouco tempo, passei a trabalhar como administrador da organização. Hoje, com muita dedicação e carinho, atendemos a 120 crianças com doenças graves, que fazem tratamento no Rio e precisam suprir suas necessidades básicas,

O que você faz pelo Rio?

O que você faz pelo Rio?

abril 22, 2017 By marcos-pinheiro

Texto escrito em 2015 para o site #Colabora, ainda atual:

 

O ano de 2015 não tem sido fácil para o Rio de Janeiro. Não bastando a crise econômica e política do país, os cariocas sentiram um aumento da violência que relembrou a década de 90. Mesmo com os números oficiais apontando a queda dos homicídios, o aumento dos pequenos crimes e a crise das UPPs elevou a sensação de insegurança.

 

Este momento de crise multifacetada é uma excelente oportunidade para a população refletir sobre o seu papel na vida pública. Já é hora da sociedade civil carioca entender que enquanto ela não assumir o protagonismo da cidade essa realidade vai continuar. Reclamar dos governantes não mudará nada. Já é difícil que um só governo dê conta de uma cidade de 7 milhões de habitantes, quanto mais uma metrópole com desafios tão grandes quanto o Rio de Janeiro.

 

Não devemos jogar no governo nossas frustrações. Isso não vai melhorar nada. O governo será, com boa sorte, um agente para ajudar a transformar.

 

Quem tem o poder de mudar o Rio são os cariocas. A maioria de nós dispõe de algum recurso que pode colocar à disposição de uma causa. Pode ser dinheiro, tempo, energia ou, provavelmente, os três. Mas quantos colocam? Quantos doam/se doam consistentemente a uma causa. Infelizmente, somos uma sociedade de reclamadores que joga no governo suas frustrações.