As primas ricas

maio 17, 2017 By marcos_y6f793kj

Para elas, um minuto vale ouro. Ou melhor, vale dinheiro, muito dinheiro. As chamadas assets, empresas de gestão de recursos financeiros de terceiros, administram fortunas e movimentam altas somas todos os dias. Então, por que não reservar uma pequena parte – 1% do lucro líquido, por exemplo – para filantropia?

 

Foi o que fez a gestora de recursos brasileira que vamos chamar de Asset, pois um dos princípios da empresa para a ação de responsabilidade social é justamente o anonimato, já que a iniciativa não tem qualquer motivação mercadológica.

 

Para que o investimento tivesse resultados efetivos sem depender de uma estrutura ou da contratação de uma equipe especializada no terceiro setor, a opção foi trabalhar em parceria com o Instituto Phi, que faz a ponte entre doadores e projetos sociais de qualidade e monitora a aplicação dos recursos garantindo impacto social.

 

A cada seis meses, quando são apurados os resultados da empresa, são feitas as doações. Os critérios definidos pela Asset para a ação social foram: 1) apoiar ONGs dentro das causas escolhidas por ela, que são saúde e educação; 2) Não tornar qualquer ONG dependente da gestora, diversificando assim o investimento social; 3) destinar 50% da verba para projetos com apoio recorrente (todo mês, por, no mínimo, um ano) e outros 50% para ajuda pontual (construção de uma sede, reformas, compra de um equipamento etc.); 4) Ter poucos projetos recorrentes por não terem previsibilidade do montante a ser doado a cada semestre.