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Faixa preta na captação de recursos

Faixa preta na captação de recursos

maio 31, 2017 By instituto-phi

O esporte é a mola propulsora de um ambicioso e reconhecido projeto de transformação social no Rio de Janeiro. Reunindo atletas da seleção olímpica, como Rafaela Silva e Victor Penalber, a iniciativa envolve 1.300 alunos. O orçamento anual de R$ 4,5 milhões. Apesar da fama de um de seus criadores – o judoca e medalhista olímpico Flávio Canto – o Instituto Reação, como toda organização social, precisa investir um esforço permanente para manter-se com sustentabilidade.

 

No fim de 2015, o Reação, que é um dos apoiados pelo Instituto Phi, perdeu dois grandes patrocinadores. Para fechar 2016 no azul, precisou redobrar os esforços. Organizou um jantar solidário que foi muito além dos tradicionais eventos de caridade e que serve de inspiração para muitas organizações sociais por aí.

 

Michele Oliveira, executiva de Relacionamento com Parceiros do Instituto Reação, explica:

 

“Decidimos que seria importante diversificar as fontes de doações para evitar que perdas como a de 2015 não impactem a sustentabilidade financeira do Instituto. Com isso bolamos mais estratégias para angariar fundos de pessoas físicas e tivemos a ideia do Jantar Solidário que, esperamos, seja anual”.

 

Para proporcionar uma noite verdadeiramente impactante, o instituto correu atrás de parcerias. O Copacabana Palace cedeu o salão. O ator Lúcio Mauro Filho e o jornalista Alex Escobar, que apresentaram o evento, e os cantores Toni Garrido, Sérgio Loroza,

As primas ricas

As primas ricas

maio 17, 2017 By marcos_y6f793kj

Para elas, um minuto vale ouro. Ou melhor, vale dinheiro, muito dinheiro. As chamadas assets, empresas de gestão de recursos financeiros de terceiros, administram fortunas e movimentam altas somas todos os dias. Então, por que não reservar uma pequena parte – 1% do lucro líquido, por exemplo – para filantropia?

 

Foi o que fez a gestora de recursos brasileira que vamos chamar de Asset, pois um dos princípios da empresa para a ação de responsabilidade social é justamente o anonimato, já que a iniciativa não tem qualquer motivação mercadológica.

 

Para que o investimento tivesse resultados efetivos sem depender de uma estrutura ou da contratação de uma equipe especializada no terceiro setor, a opção foi trabalhar em parceria com o Instituto Phi, que faz a ponte entre doadores e projetos sociais de qualidade e monitora a aplicação dos recursos garantindo impacto social.

 

A cada seis meses, quando são apurados os resultados da empresa, são feitas as doações. Os critérios definidos pela Asset para a ação social foram: 1) apoiar ONGs dentro das causas escolhidas por ela, que são saúde e educação; 2) Não tornar qualquer ONG dependente da gestora, diversificando assim o investimento social; 3) destinar 50% da verba para projetos com apoio recorrente (todo mês, por, no mínimo, um ano) e outros 50% para ajuda pontual (construção de uma sede, reformas, compra de um equipamento etc.); 4) Ter poucos projetos recorrentes por não terem previsibilidade do montante a ser doado a cada semestre.

5 dicas para captar recursos sem amadorismo

5 dicas para captar recursos sem amadorismo

maio 10, 2017 By instituto-phi

A despeito da crise econômica, tem bastante dinheiro sobrando para doação no Brasil. Mesmo assim, as organizações sociais encontram dificuldade de se manter com sustentabilidade. Apesar de precisar de dinheiro para sobreviver, a maioria das instituições não dispõe de uma área de captação de recursos. E, quando ela existe , funciona de forma amadora. É mais ou menos assim: o Joãozinho busca a doação de arroz, paga as contas, troca a lâmpada e, quando surge uma oportunidade de conversar com uma empresa ou um milionário, bota aquela camisa social bonita e vai.

 

Bom, alguém precisa falar o óbvio: para ganhar a atenção de doadores em potencial, é fundamental que as instituições apresentem um projeto bem planejado, que demonstre o poder de transformação social de seu trabalho. Não há mais espaço para o improviso. Além disso, paixão pela causa, sensibilidade, entusiasmo, persistência e criatividade são essenciais nessa tarefa.

 

Vai encarar a missão? Então, confira cinco dicas simples para não fazer feio.

 

Estude as empresas com quem você vai falar

Antes de mais nada, é preciso fazer uma pesquisa sobre potenciais doadores, respeitando critérios como a identificação com a causa que você defende, a disponibilidade de recursos (quem não tem recursos não pode patrocinar) e os objetivos da empresa. Assim como numa entrevista de emprego, é obrigatório fazer a lição de casa e estudar a organização.

Carta aberta aos projetos sociais e captadores de recursos

Carta aberta aos projetos sociais e captadores de recursos

abril 21, 2017 By instituto-phi

Caros colegas de profissão, as próximas linhas são destinadas àqueles que estão com dificuldades para captar dinheiro para seus projetos sociais. Vamos lá:

 

TEM MUITO DINHEIRO PARA DOAÇÃO NO BRASIL. MUITO. MUITO MESMO!

 

“Mas e essa crise!? O país está uma loucura”

 

Olha… o que a tal crise fez foi, no máximo, transformar o Oceano Pacífico de dinheiro excedente em Oceano Atlântico. Em qualquer um dos casos, você não conseguiria nadar o oceano todo. Se sobrava um montão, agora sobra um monte, o que para você dá na mesma.

 

“Se sobra dinheiro, porque meu projeto está nessa situação? Até a luz já quase foi cortada!”

 

Se sobra dinheiro e você passa dificuldades, a mensagem é clara: VOCÊ (repetindo: VOCÊ) não está sabendo chegar lá e precisa repensar a sua abordagem. E podemos te dizer, por experiência própria, que a maioria dos projetos não sabe MESMO chegar lá.

 

Apesar de precisarem de dinheiro para sobreviver, a maioria dos que conhecemos não tem uma área de captação – e quando tem são incrivelmente amadoras. É inacreditável que coloquem uma função vital da instituição para ser executada como “segunda ocupação” de alguém, mas é o que acaba acontecendo:

 

“Joãozinho é quem cuida de captação aqui!