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Fé na educação

Fé na educação

junho 21, 2017 By instituto-phi

Você conhece a Irmã Adma? Ela é uma dessas pessoas que te cativam em 1 minuto de conversa. E não é por acaso. Com um olhar sereno e história de dedicação ao próximo, ela fundou a Associação Beneficente Amar, que atende crianças e jovens em situação de rua. Se você perguntar a ela se não tem medo de uma população muitas vezes temida pela sociedade, ela é rápida em responder: “São só crianças. Usam a agressividade como capa. Experimente chamá-los de ‘meu filho’ e você verá aquela capa cair”.

 

Irmã Adma, por ela mesma
Meu nome é irmã Adma Cassab Fadel e desde muito jovem senti o apelo de estar ao lado de crianças e adolescentes que sofrem a falta de coisas, de afeto e de possibilidades. Por isso dediquei a minha vida a estar ao lado dessas crianças e, com isso, encontrei pessoas que tinham o mesmo ideal, a mesma vocação, principalmente. Frei Carmelo Cox, Carmelitano que estava disposto a apoiar o trabalho com crianças de rua no Centro do Rio de Janeiro.

 

Começamos o trabalho junto a Roberto José dos Santos e outras pessoas que tinham a mesma preocupação. Este trabalho cresceu, tornou-se uma entidade grande, a São Martinho, que foi conhecida também na Europa. A instituição, criada por nós, expandiu-se e virou referência no trabalho com criança.

 

No ano 2000 criamos a Associação Beneficente Amar no mesmo trabalho de educação e recuperação de crianças adolescentes e jovens mais empobrecidos e também mais sofridos e esquecidos da sociedade.

Eficiência, empatia, comprometimento e transparência: um pouco sobre o Instituto Phi

Eficiência, empatia, comprometimento e transparência: um pouco sobre o Instituto Phi

junho 14, 2017 By lu-calaza

No primeiro ano, 2014, eles conseguiram apoio financeiro para 14 projetos sociais do Rio de Janeiro. Depois vieram mais 39 em 2015, mais 73 em 2016 e, agora, nos primeiros 4 meses de 2017, mais 80. Resultado: em pouco mais de três anos, o Instituto Phi, que faz a ponte entre quem quer doar e organizações sociais sérias, garantiu o apoio a um total de 206 projetos, de 54 organizações, que impactaram 288.625 pessoas direta e indiretamente e movimentaram R$ 10,7 milhões para o Terceiro Setor.

 

Aquele desejo próprio dos jovens de fazer a diferença no mundo foi o que moveu a publicitária Luiza Serpa a abandonar uma bem-sucedida carreira corporativa para criar o Instituto Phi e começar a bater nas portas de cariocas com alto poder aquisitivo para apresentar projetos de investimento social. A equipe era enxuta: Luiza, o jornalista Marcos Pinheiro e a economista Fernanda Tizatto. No ano passado, o Phi passou a atuar também em São Paulo e a equipe cresceu: agora, eles são sete. Uma turma que acredita no poder de transformação social de cada cidadão.

 

Como eles conseguiram chegar a um resultado tão bom num país em crise e com escassez de recursos fiscais? Com certeza não foi graças ao famoso “pistolão”:

“Sou de uma família de classe média, então tive que começar com uma pesquisa para saber em que portas bater, descobrir quem eram as pessoas com possibilidades de fazer doações.

Um caminho para a cidadania

Um caminho para a cidadania

junho 7, 2017 By instituto-phi

“Tia, me leva para a sua casa”. Há mais de 30 anos, essa é a frase que​ irmã Adma Cassab Fadel mais escuta. E a senhora, de cabeleira branca, atende ao pedido. Ela dirige a Associação Beneficente Amar, que oferece orientação pedagógica e psicológica a crianças e adolescentes vítimas de violência ou negligência das próprias famílias no Estado do Rio.

 

“Há uma diferença sutil entre crianças na rua e crianças de​ rua. As crianças na rua estão vendendo balas, trabalhando como engraxates, flanelinhas ou lavando para-brisas. As crianças de rua não suportaram o peso da responsabilidade desproporcional à sua idade, ou não suportaram a violência, e se desligaram de tudo, inclusive de suas famílias. Ninguém prefere viver na rua, mas eles descobrem que é melhor para eles”.

 

Em 1983, depois de oito anos dirigindo escolas grandes em Uberlândia e Belo Horizonte, a irmã salesiana veio ao Rio de Janeiro dirigir uma pequena pré-escola, um pensionato para universitárias e uma comunidade para religiosas idosas.  Mas, logo, ela sentiu​ que havia chegado o momento de se dedicar também às crianças mais necessitadas. Pensou nas que perambulavam pelas ruas. 

 

“Nunca tive medo delas. São só crianças. Usam a agressividade como capa. Experimente chamá-los de ‘meu filho’ e você verá aquela capa cair”.

 

No ano 2000, junto com alguns desses meninos, que então já eram adultos,

O que você faz pelo Rio?

O que você faz pelo Rio?

abril 22, 2017 By marcos-pinheiro

Texto escrito em 2015 para o site #Colabora, ainda atual:

 

O ano de 2015 não tem sido fácil para o Rio de Janeiro. Não bastando a crise econômica e política do país, os cariocas sentiram um aumento da violência que relembrou a década de 90. Mesmo com os números oficiais apontando a queda dos homicídios, o aumento dos pequenos crimes e a crise das UPPs elevou a sensação de insegurança.

 

Este momento de crise multifacetada é uma excelente oportunidade para a população refletir sobre o seu papel na vida pública. Já é hora da sociedade civil carioca entender que enquanto ela não assumir o protagonismo da cidade essa realidade vai continuar. Reclamar dos governantes não mudará nada. Já é difícil que um só governo dê conta de uma cidade de 7 milhões de habitantes, quanto mais uma metrópole com desafios tão grandes quanto o Rio de Janeiro.

 

Não devemos jogar no governo nossas frustrações. Isso não vai melhorar nada. O governo será, com boa sorte, um agente para ajudar a transformar.

 

Quem tem o poder de mudar o Rio são os cariocas. A maioria de nós dispõe de algum recurso que pode colocar à disposição de uma causa. Pode ser dinheiro, tempo, energia ou, provavelmente, os três. Mas quantos colocam? Quantos doam/se doam consistentemente a uma causa. Infelizmente, somos uma sociedade de reclamadores que joga no governo suas frustrações.