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Feliz 2018 :)

Feliz 2018 :)

dezembro 20, 2017 By instituto-phi

2017 chega ao fim e, com ele, o 4º ano de funcionamento do Instituto Phi. Podemos dizer, com tranquilidade, que o Instituto ainda está na infância. E, com a mesma calma, que tem sido uma infância muito feliz.

 

Fundamos o Phi em março de 2014, 20 dias antes do Brasil entrar, formalmente, em recessão. Alguns poderiam ter dito que escolhemos a dedo um momento especialmente difícil. Naquela época, porém, cidadãos não-especialistas, como nós, não sabiam que a economia do Brasil estava para encolher. Mas, se soubéssemos, acho que teríamos feito a mesma escolha.

 

Em 2017 movimentamos cinco vezes mais recursos para projetos sociais do que em 2015 – um crescimento bem maior do que esperávamos, ainda mais contando com uma equipe de apenas seis pessoas. Durante essa crescente sentimos pouquíssimo os efeitos da crise no nosso trabalho. Poucos deixaram de doar e muitos passaram a doar. Na maioria dos momentos, na verdade, sequer lembramos que ela existia.

 

Sabemos que estamos vivendo momentos difíceis politicamente, economomicamente.  mas acreditamos que a crise ou quaisquer outros obstáculos ganham muito mais força quando damos importância a eles. Quando ela terminar (o que vai acontecer) haverá um outro bode expiatório do qual poderemos reclamar. Se não houver nada, o tal “brasileiro não tem cultura de doação” estará sempre ali. Independente do alvo da queixa, ela seguirá nos levando a lugar nenhum.

 

Rio Voluntário, a semente do voluntariado carioca, pela fundadora Heloísa Coelho

Rio Voluntário, a semente do voluntariado carioca, pela fundadora Heloísa Coelho

dezembro 5, 2017 By instituto-phi

Texto da jornalista Cristina Cople e fotos de Fernando Tribino, voluntários do projeto Comunicadores do Atados Rio. Texto publicado originalmente no blog do Atados

 

Por que as pessoas se lembram tão pouco das pessoas que trabalham pelo social como Herbert de Souza, o Betinho?

A pergunta é da professora e empreendedora social Heloísa Coelho, fundadora do Rio Voluntário, ao relembrar o sociólogo. A própria Heloísa passeia incógnita pelas ruas do Leblon, bairro onde mora no Rio de Janeiro, mas tem uma biografia de deixar qualquer um de queixo caído.

 

O Rio Voluntário pavimentou o caminho que permitiu o crescimento do voluntariado no país e em junho completaria 20 anos de atuação. Atualmente, o Atados assumiu a responsabilidade de levar adiante seus projetos mais importantes: capacitar e fazer a ponte entre instituições e voluntários, incorporando o cadastro do Rio Voluntário. Mas até hoje Heloísa mantém o registro da marca que uniu empresas, voluntários e o poder público.

Depois da década perdida

Os anos 1980 são tratados pela economia e sociologia como a “década perdida”. Além da inflação e da corrupção, milhões de pessoas passavam fome, mas pouca gente sabia disso. No início da década de 1990 Betinhocolocou a boca no trombone e chocou a sociedade ao tornar públicos dados alarmantes: 32 milhões de pessoas passavam fome no Brasil,

Venture Philantropy, o que é isso?

Venture Philantropy, o que é isso?

novembro 23, 2017 By instituto-phi

Texto escrito por Luiza Serpa, Diretora Executiva do Instituto Phi.

 

Há duas semanas estive em Oslo, capital da Noruega, a convite da Fundação BMW, para participar da conferência anual da European Venture Philantropy Association (EVPA). Fui chamada para participar desse encontro sobre Venture Philantropy (VP) porque faço parte da rede de  Responsible Leaders da Fundação no Brasil.

 

Ok, ok, muitos termos em inglês numa só frase, né? Responsible Leader é uma liderança responsável que quer transformar o mundo em um lugar melhor. Essa rede conta com mais de 3 mil pessoas. Já Venture Philantropy (VP) é uma forma de gerar impacto social combinando a alma da filantropia com o espírito dos investimentos. Em outras palavras, trabalhar com capital paciente, longo prazo e… coração 🙂

 

Olha um esquema explicando como seria:

Minha experiência no EVPA

No primeiro dia do evento participei de um café da manhã no qual pessoas de diversos países europeus contaram suas experiências com VP. Conversei com gente da Letônia, Rússia e Albânia, três das quarenta e oito nacionalidades presentes. Vi casos de pequenos fundos criados e como isso tem ajudado a alcançar impacto.

 

Um parênteses para falar dessa palavra. Impacto foi o que mais ouvi naquela manhã.

6 dicas para a sua ONG bombar nas redes sociais

6 dicas para a sua ONG bombar nas redes sociais

novembro 10, 2017 By instituto-phi

Conteúdo postado originalmente pelo site www.nossacausa.com

 

Não é novidade para ninguém que a comunicação pelas redes sociais é a mais assertiva nos dias de hoje. Atualmente, todos que tem internet podem tanto produzir, quanto acessar qualquer tipo de conteúdo.

Simultaneamente, as redes sociais permitem uma interação direta entre o público e o emissor da mensagem. Explorar esta nova dinâmica de diálogo da sociedade é um importante aliado do Terceiro Setor na hora de engajar o público.

Paralelamente, perfis sociais atrativos são portas de entrada para novos doadores e canais de nutrição de relacionamento com a base existente.

A seguir, reunimos algumas das melhores práticas a se seguir para impulsionar o perfil da sua organização nas redes sociais:

Foque nas redes sociais certas

A rede social mais efetiva a ser usada pelas ONGs é o Facebook, e esse canal deverá ser sua prioridade. O Facebook é a rede social com o maior número de usuários no mundo todo, e é extremamente versátil. Você pode usá-lo para compartilhar tanto conteúdo escrito quanto visual.

Em segundo plano, escolha as redes sociais que se adequam às operações da sua ONG. Se o seu trabalho é principalmente concentrado no escritório e em articulações com o Governo, dê preferência ao LinkedIn ou ao Twitter.

redes-sociais-twitter

Por outro lado,

Phi na prática: transparência e compliance

Phi na prática: transparência e compliance

outubro 18, 2017 By instituto-phi

Hoje daremos sequência à série “Phi na prática”, onde falamos sobre processos do Instituto Phi. O tema do post é transparência e compliance, conceitos fundamentais para nós e tema de uma palestra que fizemos no último mês para projetos sociais a convite da Agência do Bem e doMetrô Rio.

Gerenciar uma organização social é uma função de enorme responsabilidade e a transparência é um item muito importante para mostrar que os recursos estão sendo administrados da melhor maneira possível. Isso quer dizer, na prática, produzir relatórios de atividades e prestação de contas periódicos, ter um orçamento bem detalhado e publicar o balanço contábil no site.

No Phi temos um escritório de contabilidade, fechamos números mensalmente e atualizamos nossa planilha de gastos para acompanhar se estamos trabalhando dentro do que foi planejado. Uma vez por ano, fazemos uma auditoria em todas as nossas contas e contratos, o que quer dizer que um profissional externo, totalmente isento, valida as ações que ocorrem no dia a dia da organização.

Outra prática importante é a emissão de um recibo para cada doação recebida. Isso dá segurança ao doador e a certeza que o recurso está sendo utilizado para o fim devido.

Um tema correlato a transparência é compliance, termo em inglês que pode ser traduzido como conformidade.

As organizações devem possuir um conjunto de procedimentos e controles internos para que verifiquem de forma constante sua conformidade em relação às normas específicas de suas áreas de atuação.

Phi na prática: avaliação de projetos sociais

Phi na prática: avaliação de projetos sociais

outubro 4, 2017 By instituto-phi
Hoje publicamos mais um texto da série “Phi na prática”! Depois de termos falado, na última semana, sobre contabilidade, hoje o tema é avaliação de projetos. Achamos super importante escrever sobre esse assunto tanto para que as instituições entendam como são avaliadas quanto para que investidores sociais entendam como trabalhamos.   O acompanhamento e monitoramento dos projetos apoiados é um dos diferenciais do nosso trabalho. Criamos a nossa metodologia de acompanhamento própria a partir de estudos e reflexões. Existem muitas teorias e metodologias para avaliar projetos sociais, além de cursos online gratuitos sobre o tema*. Para criar uma metodologia própria, o ideal é pesquisar e se manter atualizado sobre o tema para achar o método que se encaixe melhor com o perfil do projeto.   No Instituto Phi, nossa primeira avaliação é feita pelo Sistema Phi de Gerenciamento, que avalia as organizações com base em um questionário respondido pelo próprio projeto. A partir das respostas o sistema confere um grau de risco para cada organização, considerando quatro pilares: solidez, gestão, impacto social e transparência. Isso garante que as doações sejam feitas de forma mais transparente possível, mostrando aos investidores os pontos fortes e fracos do projeto escolhido.   É imprescindível que no início do projeto sejam estabelecidas metas e objetivos claros e ambiciosos. No Phi, cada vez que fechamos uma parceria, fazemos um contrato entre as três partes e as organizações preenchem um documento, anexo a esse contrato, contendo todas as informações relevantes sobre o projeto que será apoiado.
Phi na prática: contabilidade

Phi na prática: contabilidade

setembro 27, 2017 By instituto-phi

A contabilidade pode parecer um assunto complicado, mas uma vez que está inserida no dia-a-dia torna-se fácil. Essa é uma ferramenta de transparência indispensável, tanto para conhecimento interno do que acontece na instituição, quanto para que pessoas de fora possam confiar no trabalho.

Existem regras e padrões internacionais para fazer a contabilidade, seja de empresas, governo ou projetos sociais. É necessário adotar essa linguagem universal para que pessoas de diferentes lugares possam entender a prestação de contas.

Além desse padrão, existem práticas que podem estar inseridas na rotina para facilitar os processos contábeis mais burocráticos. E são essas práticas que compartilhamos aqui.*

Em primeiro lugar, funciona muito ter contas bancárias separadas para gastos administrativos e de projetos. É um jeito prático de ter melhor controle das entradas e saídas dos recursos e assim o controle contábil também é facilitado.
 
Fazemos o fechamento de registros das entradas e saídas dos recursos do mês até o 5º dia útil, ou dia 05 do mês seguinte (se tiver pouco movimento). Ter uma data fixa mensal para checar todos os registros cria em toda a equipe o hábito de organizar a contabilidade, no mínimo, mensalmente, sem acumular trabalho e facilitando tarefas – tais como lembrar o que significa cada um dos recibos do mês.

Para dúvidas do do dia-a-dia, que fatalmente surgem, buscamos orientação com um escritório de contabilidade/contador de confiança.

Phi na prática: orçamento anual

Phi na prática: orçamento anual

setembro 20, 2017 By instituto-phi
Números, planilhas, controles e orçamento: palavras que fazem parte do nosso dia-a-dia! Irmão siamês do planejamento de atividades, o orçamento anual é uma forma de prever e controlar todos os gastos que acontecerão na organização no ano seguinte. E esse é o tema de hoje no 2º post da série “Phi na prática”.
Cada organização planeja o orçamento de uma forma diferente, dentro das suas possibilidades e necessidades. Já o seu acompanhamento ao longo do ano de execução é um parâmetro para que o gasto não fuja do planejado. 
O planejamento ideal que seguimos no Phi é o seguinte:
  • Iniciamos o planejamento do orçamento em setembro/outubro para ter tempo de revisar com a equipe, fazer ajustes de acordo com as nossas prioridades e validar tudo até o ano terminar;
  • Para elaborar o orçamento, fazemos todo o planejamento do ano seguinte: as atividades que queremos realizar, os eventos e cursos que pretendemos participar, o aumento de salários e de pessoas.

Para acompanhar o orçamento ao longo do ano:
  • Acompanhamos os gastos mensalmente através de planilhas;
  • Comparamos o realizado do mês com o orçado planejado e a porcentagem de desvio;
  • Geralmente, analisamos os desvios de mais ou menos 5% com um pouco mais de cuidado para entender se houve falha no orçamento ou se o gasto somente foi postergado.

Já para gastar com mais eficiência e reduzir os gastos previstos,
Phi na prática: comunicação nas redes sociais

Phi na prática: comunicação nas redes sociais

setembro 6, 2017 By instituto-phi
Hoje começamos a série “Phi na prática”. Semanalmente vamos postar sobre algum processo do Phi – como administramos as redes sociais ou elaboramos o orçamento anual, por exemplo. A ideia aqui é compartilhar um pouco do que fazemos internamente, estimulando uma troca de práticas entre os projetos, que acreditamos ser ótima para o setor 🙂   Vamos ao tema do dia: comunicação nas redes sociais.   O Facebook e o Instagram são ferramentas muito importantes para tornar uma iniciativa conhecida e, no limite, captar recursos. Por serem gratuitos, ambos canais permitem, sem custos, que você esteja em contato permanente com o público.Ainda que elas não substituam formas presenciais de relacionamento, permitem uma escala insubstituível.   Engana-se, porém, quem pensa que basta colocar no ar uma página do Facebook ou do Instagram. O mais importante é que elas sejam bem exploradas, de forma a atrair atenção e interesse do público. Mas como explorar esses canais?   Esta foi uma pergunta que também nos fizemos – e nos fazemos! – inúmeras vezes. Parte das respostas às quais chegamos foi observando o que outras organizações já fazem. Segue um pouco do que adotamos:   No Facebook postamos uma vez por dia (no mááááximo duas)! Os usuários não gostam de ter uma única página lotando seu feed com várias postagens, por isso evitamos colocar mais de dois conteúdos diários. Por outro lado, ficar um longo tempo sem nenhuma novidade poderia passar a impressão de que a página está abandonada. 
Refugiado e ex-Malhação, o cantor congolês Musipere grava música falando da paz

Refugiado e ex-Malhação, o cantor congolês Musipere grava música falando da paz

agosto 23, 2017 By instituto-phi

Notícia publicada originalmente no Blog do Atados no dia 22 junho 2017:

“Texto escrito pela jornalista Cristina Cople e fotos do fotógrafo Fernando Tribino, voluntários do projeto Comunicadores do Atados Rio.

O cantor Musipere ficou conhecido no Brasil depois de atuar na novela Malhação ao lado de Isabela Garcia e Tuca Andrada na temporada de 2013. Na ficção, ele também era um refugiado, papel que ele conhece bem. Musipere deixou o Congo depois de ver sua casa e família despedaçadas. Ele chegou ao Brasil como bolsista de um curso de economia, mas precisou trabalhar muito para se sustentar. “Foi muito difícil aprender a língua. Não tinha como voltar para o Congo e tinha que me virar. Fiz curso de modelo e consegui fazer um comercial. Depois, eu me dediquei à atuação em Curitiba. Primeiro fiz um filme com o diretor Alexandre Moretson e, em 2013, tive a chance de fazer teste para a novela Malhação”. Para se familiarizar com o idioma, Musipere decorou as canções do rei Roberto Carlos. “Além de as músicas serem lindas, ele canta um português de fácil compreensão”, conta.

                         A Cristina conversando com o Musipiere. Foto do fotógrafo Fernando Tribino.

Depois de aparecer na TV, a carreira como músico também ganhou impulso. “Desde criança eu queria muito ser músico. Eu cantava e dançava com os amigos. Em Curitiba,