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Heróis e Vilões — Redução da Maioridade Penal por quem convive diariamente com os jovens

Heróis e Vilões — Redução da Maioridade Penal por quem convive diariamente com os jovens

outubro 26, 2017 By instituto-phi

Escrito por Eduardo Caon, Coordenador de Educação do Departamento Estadual do DEGASE — Departamento Geral de Ações Socioeducativas — e idealizador do TV DEGASE e publicado originalmente no blog do Atados

 

Esteve em cartaz um filme de animação chamado “Megamente” da Dreamworks e ele conta, basicamente, a história de dois extraterrestres que caem na terra ainda bebês, sendo que quando eles crescem um se transforma num super-herói e o outro no vilão.

 

Discretamente mostrado ainda no início do filme, um deles cai num lar de uma família carinhosa e o outro no Presídio, não preciso dizer quem se tornou o que.

 

Este conto de animação em 3D colocou, em gigantes telas coloridas à nossa frente, a origem de mais de noventa por cento dos adolescentes em conflito com a Lei.

 

A maneira brincalhona e despretensiosa dos roteiristas joga luz num problema que a nossa sociedade não encontra tempo para pensar: “De onde vêm estes meninos e meninas?” ou ainda “Crianças já nascem bandidas?”. Minha experiência à frente da Coordenação de Educação do Departamento Estadual que cuida destes jovens — o DEGASE — me obrigou a responder isso, quando, rapidamente, você aprende que não deve perguntar pelos pais deles, pois ou é uma história de ausência ou pior: De violência.

 

Para muitos deles o conceito de honestidade é completamente desconhecido.

As mudanças começam em cada indivíduo

As mudanças começam em cada indivíduo

agosto 16, 2017 By instituto-phi

Artigo de Luiza Serpa, Diretora do Instituto Phi, publicado no jornal O Globo, em 2016:

 

“Sempre associamos avanços e melhorias sociais às ações governamentais. Sim, de fato elas fazem parte das obrigações do Poder Público, deveriam ser seu objetivo primordial. Mas não tenho a menor dúvida de que as mudanças só acontecerão quando partirem também do indivíduo. Não podemos nos distanciar das responsabilidades que temos na vida em sociedade, não podemos perder de vista que somos agentes de transformação.

 

Diante do peso que cada cidadão tem na construção da sociedade, fica claro que a filantropia exerce um papel fundamental no nosso cotidiano. O amor à humanidade é o intuito de quem a pratica. Uma sociedade filantrópica mostra o quanto está envolvida na redução de desigualdades, sofrimentos e na promoção permanente da inclusão. A sociedade que vivencia a empatia forma um coletivo melhor, mais forte e coeso.

 

A filantropia cumpre bem o papel de atenuar desigualdades, uma vez que transfere renda de ricos para pobres, disseminando os benefícios da posse de bens materiais. Quando uma pessoa doa, fica mais sensível às questões sociais. Esse fortalecimento de laços gera uma sociedade na qual a sensação de pertencimento facilita a busca do bem comum.

 

A ação social não deve ser vista como uma obrigação ou o pagamento de uma dívida do cidadão com o meio em que vive,

Quanto custa salvar uma vida?

Quanto custa salvar uma vida?

maio 24, 2017 By instituto-phi

Não continue a ler se não gosta de se sentir desconfortável ou desafiado. No entanto, esperamos que continue a ler e que pense sobre isto com cuidado: se salvar uma criança a afogar-se num pequeno lago não implicasse qualquer risco, mas pudesse estragar seu melhor par de sapatos, você estaria disposto a salvar a criança, certo? Então, por que não estamos dispostos a doar o valor desse par de sapatos para ajudar quase 10 milhões de crianças com menos de 5 anos de idade que morrem todos os anos por causas relacionadas à pobreza?

 

É com essa provocação que o filósofo australiano Peter Singer, considerado pela revista “Time” uma das cem pessoas mais influentes do mundo, inicia o livro “Quanto custa salvar uma vida?” (Editora Campus Elsevier, 2009), em que defende que as ações sociais não são, apenas, responsabilidade do governo e das empresas, mas devem estar presentes no dia a dia de todos os cidadãos. 

 

Para justificar essa ideia, o especialista, que é também fundador presidente da IAB – Associação Internacional de Bioética, cita uma série de argumentos. Entre eles o fato de que existem, hoje, bilhões de pessoas no mundo que vivem, por dia, com menos do que muitos de nós pagaríamos por uma garrafa de água e que, portanto, ajudar ao próximo com o que nos parece insignificante já pode fazer grande diferença no mundo. 

 

Para criar um modo de vida mais desprendido,

Solidariedade: afinal, o que nos move?

Solidariedade: afinal, o que nos move?

abril 25, 2017 By instituto-phi

Faça o que eu digo e também faça o que eu faço. Achou que tem alguma coisa errada no velho ditado, certo? Não quando aplicado a Marcos Flávio Azzi, profissional bem sucedido que passou os últimos oito anos buscando dinheiro para causas sociais. Não, também não é só mais um rico promovendo chás beneficentes e outros eventos do gênero. Azzi é um empreendedor do bem-estar social, um homem que quer para os outros o que conquistou para si. Parece simples, mas dá trabalho.

O filantropo é mineiro. Veio de uma família humilde do interior e fez carreira no mercado financeiro em São Paulo, numa empresa que se tornaria, rapidamente, uma das maiores do Brasil. A companhia foi vendida para um banco suíço e, assim, em 2009, o bem-sucedido Azzi se viu com a vida ganha já aos 30 e poucos anos de idade. O que seria um sonho para muitos o sacudiu de forma definitiva. Ele não queria, simplesmente, se acomodar e desfrutar os louros. A ambição era diferente: começou a doar boa parte de seu patrimônio – e tempo – para auxiliar na reforma de casas de baixa renda na periferia de São Paulo.

Desligado de vez do mercado financeiro, Azzi se dedicou a inspirar, motivar e auxiliar empresários e pessoas físicas de alto poder aquisitivo a atuar em filantropia de forma consciente e eficaz, criando em São Paulo o Instituto Azzi. O mesmo senso de oportunidade utilizado na antiga profissão passou a determinar seus movimentos na nova empreitada.

Oi, blog :)

Oi, blog :)

abril 17, 2017 By instituto-phi

“Acabou o carnaval. Durante a euforia de quatro dias, a greve dos garis, os tiroteios e as mortes banais foram apenas panos de fundo de um palco de Pierrots e Colombinas. Nas cinzas, relembramos que havia uma cidade no meio da farra. O lixo não recolhido é apenas sintoma de um Rio que recebe o “maior show da terra”, mas educa mal suas crianças, não atende seus doentes, não abriga seus necessitados e mata como poucos lugares no mundo.

É para mudar (um pouco) essa (complexa) situação que o Instituto Phi Philantropia Inteligente começa a funcionar.”

 

Foi com esta mensagem que inauguramos o Instituto Phi, em 10 de março de 2014. Nos 38 meses seguintes, R$ 10 milhões movimentados para 176 projetos – e, mais que isso, muitas, muitas experiências novas e inimagináveis. Em cada visita, contrato, telefonema e reunião, um novo aprendizado.

 

Conforme íamos acumulando histórias, uma inquietude crescia: como tornar tudo isso disponível para uma grande quantidade de pessoas? A angústia só aumentou quando, em dezembro do último ano, fizemos uma café da manhã reunindo os projetos apoiados em 2016 e elaboramos uma pequena palestra com o que víamos no nosso dia-a-dia. Também escrevemos uma cartinha com uma mensagem para as ONGs. Para nossa alegria, o que comunicamos pareceu ser muito útil aos projetos – o que só reforçou nossa sensação de que compartilhar o que vivíamos era preciso.