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Quanto custa salvar uma vida?

Quanto custa salvar uma vida?

maio 24, 2017 By instituto-phi

Não continue a ler se não gosta de se sentir desconfortável ou desafiado. No entanto, esperamos que continue a ler e que pense sobre isto com cuidado: se salvar uma criança a afogar-se num pequeno lago não implicasse qualquer risco, mas pudesse estragar seu melhor par de sapatos, você estaria disposto a salvar a criança, certo? Então, por que não estamos dispostos a doar o valor desse par de sapatos para ajudar quase 10 milhões de crianças com menos de 5 anos de idade que morrem todos os anos por causas relacionadas à pobreza?

 

É com essa provocação que o filósofo australiano Peter Singer, considerado pela revista “Time” uma das cem pessoas mais influentes do mundo, inicia o livro “Quanto custa salvar uma vida?” (Editora Campus Elsevier, 2009), em que defende que as ações sociais não são, apenas, responsabilidade do governo e das empresas, mas devem estar presentes no dia a dia de todos os cidadãos. 

 

Para justificar essa ideia, o especialista, que é também fundador presidente da IAB – Associação Internacional de Bioética, cita uma série de argumentos. Entre eles o fato de que existem, hoje, bilhões de pessoas no mundo que vivem, por dia, com menos do que muitos de nós pagaríamos por uma garrafa de água e que, portanto, ajudar ao próximo com o que nos parece insignificante já pode fazer grande diferença no mundo. 

 

Para criar um modo de vida mais desprendido,

Solidariedade: afinal, o que nos move?

Solidariedade: afinal, o que nos move?

abril 25, 2017 By instituto-phi

Faça o que eu digo e também faça o que eu faço. Achou que tem alguma coisa errada no velho ditado, certo? Não quando aplicado a Marcos Flávio Azzi, profissional bem sucedido que passou os últimos oito anos buscando dinheiro para causas sociais. Não, também não é só mais um rico promovendo chás beneficentes e outros eventos do gênero. Azzi é um empreendedor do bem-estar social, um homem que quer para os outros o que conquistou para si. Parece simples, mas dá trabalho.

O filantropo é mineiro. Veio de uma família humilde do interior e fez carreira no mercado financeiro em São Paulo, numa empresa que se tornaria, rapidamente, uma das maiores do Brasil. A companhia foi vendida para um banco suíço e, assim, em 2009, o bem-sucedido Azzi se viu com a vida ganha já aos 30 e poucos anos de idade. O que seria um sonho para muitos o sacudiu de forma definitiva. Ele não queria, simplesmente, se acomodar e desfrutar os louros. A ambição era diferente: começou a doar boa parte de seu patrimônio – e tempo – para auxiliar na reforma de casas de baixa renda na periferia de São Paulo.

Desligado de vez do mercado financeiro, Azzi se dedicou a inspirar, motivar e auxiliar empresários e pessoas físicas de alto poder aquisitivo a atuar em filantropia de forma consciente e eficaz, criando em São Paulo o Instituto Azzi. O mesmo senso de oportunidade utilizado na antiga profissão passou a determinar seus movimentos na nova empreitada.

Oi, blog :)

Oi, blog :)

abril 17, 2017 By instituto-phi

“Acabou o carnaval. Durante a euforia de quatro dias, a greve dos garis, os tiroteios e as mortes banais foram apenas panos de fundo de um palco de Pierrots e Colombinas. Nas cinzas, relembramos que havia uma cidade no meio da farra. O lixo não recolhido é apenas sintoma de um Rio que recebe o “maior show da terra”, mas educa mal suas crianças, não atende seus doentes, não abriga seus necessitados e mata como poucos lugares no mundo.

É para mudar (um pouco) essa (complexa) situação que o Instituto Phi Philantropia Inteligente começa a funcionar.”

 

Foi com esta mensagem que inauguramos o Instituto Phi, em 10 de março de 2014. Nos 38 meses seguintes, R$ 10 milhões movimentados para 176 projetos – e, mais que isso, muitas, muitas experiências novas e inimagináveis. Em cada visita, contrato, telefonema e reunião, um novo aprendizado.

 

Conforme íamos acumulando histórias, uma inquietude crescia: como tornar tudo isso disponível para uma grande quantidade de pessoas? A angústia só aumentou quando, em dezembro do último ano, fizemos uma café da manhã reunindo os projetos apoiados em 2016 e elaboramos uma pequena palestra com o que víamos no nosso dia-a-dia. Também escrevemos uma cartinha com uma mensagem para as ONGs. Para nossa alegria, o que comunicamos pareceu ser muito útil aos projetos – o que só reforçou nossa sensação de que compartilhar o que vivíamos era preciso.