Feliz 2018 :)

dezembro 20, 2017 By instituto-phi

2017 chega ao fim e, com ele, o 4º ano de funcionamento do Instituto Phi. Podemos dizer, com tranquilidade, que o Instituto ainda está na infância. E, com a mesma calma, que tem sido uma infância muito feliz.

 

Fundamos o Phi em março de 2014, 20 dias antes do Brasil entrar, formalmente, em recessão. Alguns poderiam ter dito que escolhemos a dedo um momento especialmente difícil. Naquela época, porém, cidadãos não-especialistas, como nós, não sabiam que a economia do Brasil estava para encolher. Mas, se soubéssemos, acho que teríamos feito a mesma escolha.

 

Em 2017 movimentamos cinco vezes mais recursos para projetos sociais do que em 2015 – um crescimento bem maior do que esperávamos, ainda mais contando com uma equipe de apenas seis pessoas. Durante essa crescente sentimos pouquíssimo os efeitos da crise no nosso trabalho. Poucos deixaram de doar e muitos passaram a doar. Na maioria dos momentos, na verdade, sequer lembramos que ela existia.

 

Sabemos que estamos vivendo momentos difíceis politicamente, economomicamente.  mas acreditamos que a crise ou quaisquer outros obstáculos ganham muito mais força quando damos importância a eles. Quando ela terminar (o que vai acontecer) haverá um outro bode expiatório do qual poderemos reclamar. Se não houver nada, o tal “brasileiro não tem cultura de doação” estará sempre ali. Independente do alvo da queixa, ela seguirá nos levando a lugar nenhum.

 

Esse nosso crescimento se deveu, além de muito trabalho duro, persistência e verdade, a um oceano de oportunidades. Na última semana o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), divulgou o relatório “Filantropia e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: engajando o investimento social privado na agenda do desenvolvimento global”. Segundo ele, em 2016 R$ 2,9 bilhões foram doados no Brasil, apenas 0,23% do PIB. Enquanto isso, os EUA doam 2% do PIB, proporção quase dez vezes superior. Além disso, no Brasil as doações estão concentradas em empresas, havendo pouca contribuição individual.

 

Esses dados só reforçaram nossa convicção: existe uma abundância de recursos de todo tipo e só dependemos de nós mesmos para conseguir enxergar e acessar tudo isso. O que temos sentido nesses quatro anos é que um trabalho feito de forma muito sincera, aos poucos, com estrutura e visando o longo prazo tem tido boa aceitação. Esperamos que 2018 seja ainda melhor do que os anos que se passaram. E que o mesmo aconteça para vocês!!

 

Feliz 2018 🙂