Venture Philantropy, o que é isso?

novembro 23, 2017 By instituto-phi

Texto escrito por Luiza Serpa, Diretora Executiva do Instituto Phi.

 

Há duas semanas estive em Oslo, capital da Noruega, a convite da Fundação BMW, para participar da conferência anual da European Venture Philantropy Association (EVPA). Fui chamada para participar desse encontro sobre Venture Philantropy (VP) porque faço parte da rede de  Responsible Leaders da Fundação no Brasil.

 

Ok, ok, muitos termos em inglês numa só frase, né? Responsible Leader é uma liderança responsável que quer transformar o mundo em um lugar melhor. Essa rede conta com mais de 3 mil pessoas. Já Venture Philantropy (VP) é uma forma de gerar impacto social combinando a alma da filantropia com o espírito dos investimentos. Em outras palavras, trabalhar com capital paciente, longo prazo e… coração 🙂

 

Olha um esquema explicando como seria:

Minha experiência no EVPA

No primeiro dia do evento participei de um café da manhã no qual pessoas de diversos países europeus contaram suas experiências com VP. Conversei com gente da Letônia, Rússia e Albânia, três das quarenta e oito nacionalidades presentes. Vi casos de pequenos fundos criados e como isso tem ajudado a alcançar impacto.

 

Um parênteses para falar dessa palavra. Impacto foi o que mais ouvi naquela manhã. Gerar impacto social real é o que importa. All about social impact, como todos diziam. Independente do mecanismo utilizado, o objetivo da nossa ação deve ser: mudar, transformar, impactar.

 

No Brasil já estamos fazendo muitas coisas de VP que talvez não estejam embaixo do mesmo guarda chuva. Ajudaria muito se uníssemos esforços para potencializar impacto e conseguir transformar de fato nossos desafios sociais de forma duradoura.

 

Depois do café da manhã, ao longo do dia, participei de vários workshops, vendo projetos muito parecidos com os do Brasil e com desafios semelhantes. Um workshop que me chamou muito a atenção, “A Africa está pronta?”, refletia sobre o estágio do continente para receber recursos de VP. Aproveitando o gancho, um dos fundadores do EVPA fez a provocação de que em 2008, senão me engano, teve um workshop com a seguinte pergunta: “A Europa está pronta?”. Já imaginei o ano em que essa pergunta será feita para a América Latina. Será que estamos prontos para a VP e seus impactos?

 

O que levei do EVPA?

O que aprendi é que, segundo o EVPA, Venture Philantropy é uma das ferramentas mais eficientes de investimento social e filantropia. Pode se aplicar tanto como doação para ONGs quanto para investimento em negócios sociais. O investimento social, no fim das contas, gera retorno financeiro, mas tem sempre o impacto social como prioridade.

 

Ou seja, você pode doar = impacto social ou investir = impacto social + retorno financeiro

 

Voltei feliz, animada e com vontade de colocar a mão na massa (não que já não esteja fazendo isso rs). No Phi temos uma mania de pensar o tempo todo na máxima eficiência para gerar impacto, e por isso acho que estamos no caminho certo.

 

Agora é tropicalizar o conceito, colocar muita gente na conversa e agir, porque de problemas sociais nós, infelizmente, entendemos bem.

 

Até a próxima aventura philantrópica ( Phi+filantropia+tropical J)

 

Ah! Para que quiser saber mais, tem muito material no site deles: www.evpa.eu (é tudo em inglês, mas dá para traduzir).